Não faz muito tempo que analisei um jogo de um homem só, o Bright Memory Infinite. Por acaso, mais uma vez, um jogo de um homem só cai no meu colo para ser analisado. Desta vez trata-se do Midnight Fight Express. Nesta análise você vai saber se um homem basta para fazer um bom beat ’em up.

Esta análise só foi possível graças a uma cópia de Midnight Fight Express, para PC (Steam), enviada pela Humble Games. Eles estão lendo pela primeira vez junto com vocês.

Midnight Fight Express já está disponível para PS5, PS4, Xbox Series, Xbox One, Nintendo Switch e PC e conta com legendas PT-BR.

ENREDO – Análise Midnight Fight Express

O começo é um bocado louco. Você acorda numa sala, uma espécie de sala de interrogatório. Sendo uma espécie de agente, você é trazido de volta até sua vida criminosa por um drone. Este drone te diz que tem até o amanhecer, mais exatamente até o nascer do sol, para impedir que o mundo do crime assuma o controle da cidade.

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Daí pra frente você já começa a pancadaria, enfrentando diversas gangues, mafiosos e chefes de quadrilha por toda a cidade. E não pense que você terá ajuda. Se você assistiu pelo menos um filme da saga John Wick, vai se familiarizar. É você contra todos. Você, seus punhos, pés, diversos golpes de artes marciais e claro, perícia com uso de armas brancas e armas de fogo.

JOGABILIDADE – Análise Midnight Fight Express

Seguindo a receita padrão de um beat’em up, você usará uma mistura de repetidos apertos em botões e inteligência de cenário. Ao mesmo tempo que o básico é sair chutando e socando todo mundo, explorar o espaço do ambiente é sempre útil para evitar que você seja encurralado ou que apanhe por mais de um inimigo ao mesmo tempo.

O cenário é seu amigo. Vários objetos são arremessáveis no inimigo, deixando eles atordoados para você chegar stompando eles na pancada. Outros objetos podem ser usados como arma branca, como canos, ferramentas, facas e mais. Há também armas de fogo, que tornam a sua perícia de movimentação e mira necessárias. Particularmente o gameplay com armas de fogo é o mais interessante do jogo para mim.

Você também tem que saber usar esquiva, bloqueio, bloqueio com contragolpe e soco forte, para desmontar defesas de NPCs que tankam a pancada básica.

Ainda é possível personalizar extensivamente seu personagem e evoluir suas habilidades através de pontos de habilidade.

GRÁFICO E ÁUDIO – Análise Midnight Fight Express

O jogo é todo visto de cima, através de uma câmera isométrica. Diferente de vários beat’em up que usam o 2D andando lateralmente. É interessante o posicionamento da câmera.

Os gráficos são básicos, porém agradáveis. Meio caricatos, com uma inspiração em gráficos de massinhas, ele cativa e diverte. Os cenários são bem diversos e legais.

Na trilha sonora, ou você amará ou odiará. Desde a primeira trocação de socos temos uma eletrônica, meio longe music, imparável. Se você não é das músicas sintéticas, vai acabar diminuindo no menu o volume.

CONCLUSÃO

O fato do jogo ter sido feito por um guerreiro solitário certamente muda a forma como o avalio. Mas, é preciso criticar algumas coisas. Ao mesmo tempo que ele diverte, cativa e faz o tempo passar bem rápido, tem seus pontos de observação.

A trilha sonora não é memorável e pode incomodar quem não curte muito músicas sintéticas. O enredo é bem repetitivo, mudando apenas as gangues e chefões. Faltou um pouco mais de capricho para nos envolver na história.

Porém, tem muitas coisas boa. Fluidez do gameplay, sensação de agilidade, sem mimimi. O jogo é super leve, o que vai ser bem útil para quem está sempre para lá e para cá com um notebook comum. Vai ser um ótimo companheiro em aeroportos e voos.

No geral, é um bom passatempo que vale sua atenção!

Essa análise de Midnight Fight Express segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Pedro Nogueira

Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Rei dos FPS e o Toretto dos jogos de corrida no site. O nerd/entusiasta do PC Master Race. Saudades de quando jogos focavam em ser bons jogos.

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