O funcionamento da Neural Texture Compression
A NVIDIA detalhou durante a conferência GTC 2026 o funcionamento da sua tecnologia de Neural Texture Compression (NTC). A técnica utiliza algoritmos de aprendizagem de máquina para armazenar texturas de forma mais eficiente do que os métodos tradicionais de compressão de blocos. Em vez de registrar cada texel individualmente, o NTC comprime a textura em recursos latentes compactos que capturam as informações visuais essenciais do ativo original.
Diferente de tecnologias de geração de imagem, o NTC é determinístico. Isso significa que uma pequena rede neural executada na GPU reconstrói os valores dos texels sob demanda durante o tempo de execução, garantindo que o resultado visual seja idêntico em todas as renderizações. O sistema é composto por dois elementos principais: a textura latente, que é uma representação reduzida do ativo original, e a codificação posicional, que ajuda a rede neural a recuperar detalhes nítidos e padrões repetitivos que seriam perdidos em compressões comuns.
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Impacto direto no hardware e consumo de VRAM
Um dos maiores benefícios demonstrados pela NVIDIA é a economia drástica de memória de vídeo (VRAM). Em uma demonstração técnica utilizando o cenário Tuscan Villa, o uso da tecnologia permitiu uma redução de 85% no consumo de memória em comparação ao formato BCN padrão. No teste, as texturas que ocupavam 6,5 GB de VRAM passaram a utilizar apenas 970 MB com o NTC ativado.
Além da economia de espaço, a tecnologia pode ser direcionada para aumentar a fidelidade visual mantendo o mesmo orçamento de memória. Isso permite que desenvolvedores utilizem texturas de maior resolução sem ultrapassar os limites físicos das placas de vídeo, evitando artefatos de compressão comuns em jogos atuais que exigem alta capacidade de processamento gráfico.
Compatibilidade e o futuro nos consoles
Embora tenha sido projetada pela NVIDIA, a Neural Texture Compression é suportada por hardware da AMD e Intel. Isso ocorre porque o decodificador opera como um shader computacional comum, não dependendo exclusivamente de núcleos tensores proprietários. Relatos indicam que a Sony pode considerar o uso dessa técnica no PlayStation 6 como uma forma de reduzir o tamanho de instalação dos jogos e otimizar o uso do SSD, mantendo custos de produção controlados.
O treinamento da rede neural para cada textura ocorre em um ciclo de otimização onde o sistema compara a reconstrução com a textura original até atingir a precisão necessária. O SDK da tecnologia está atualmente em fase beta e pode ser acessado por desenvolvedores interessados em implementar o recurso em motores gráficos. A adoção em larga escala ainda depende da integração por parte dos estúdios, visto que a tecnologia está disponível como ferramenta de desenvolvimento desde o início de 2026.
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