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Shuhei Yoshida revela que foi removido do cargo por Jim Ryan

O executivo afirmou ter recusado pedidos considerados absurdos antes de deixar a presidência da Worldwide Studios.

Bruno Degering ·

Conflitos internos na liderança da PlayStation

Shuhei Yoshida, uma das figuras mais emblemáticas da história da PlayStation, revelou detalhes sobre sua saída do cargo de presidente da Sony Worldwide Studios em 2019. Durante uma apresentação no festival australiano ALT: GAMES, o executivo afirmou que foi removido da posição por não acatar ordens de Jim Ryan, CEO da divisão na época.

Yoshida liderou o desenvolvimento de títulos internos por 11 anos, supervisionando a produção de jogos como God of War, Uncharted, The Last of Us e Ghost of Tsushima. Segundo o executivo, a relação com Jim Ryan tornou-se insustentável devido a divergências sobre a direção da empresa e solicitações específicas que Yoshida considerou descabidas para a integridade dos projetos.

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A transição para a divisão independente

Em seu relato, Shuhei Yoshida explicou que Ryan desejava removê-lo da liderança dos estúdios internos porque ele se recusava a seguir comandos que classificou como “ridículos”. Embora tenha utilizado o termo “demitido” em sua fala para descrever a saída da presidência, Yoshida permaneceu na PlayStation, mas foi realocado para chefiar a iniciativa de jogos independentes da marca.

Durante sua gestão, Yoshida foi fundamental para o fortalecimento da identidade da PlayStation através de parcerias com estúdios como Santa Monica, Naughty Dog e Sucker Punch. O executivo destacou que Ghost of Tsushima foi o marco final de sua trajetória na presidência da Worldwide Studios, atualmente conhecida como PlayStation Studios.

Mudanças na gestão da Sony

A transição de Yoshida para o setor independente permitiu que ele focasse em projetos menores e na curadoria de novos talentos, papel que desempenhou até o anúncio de sua saída definitiva da empresa. As declarações recentes confirmam que essa mudança não foi uma escolha estratégica de carreira, mas sim uma consequência direta de atritos hierárquicos com a gestão global comandada por Ryan.

A revelação de Yoshida expõe tensões nos bastidores da PlayStation durante um período de transição de hardware e estratégia. Jim Ryan, que sucedeu John Kodera como CEO em 2019, também já deixou a companhia, tendo se aposentado oficialmente no início de 2024. Com a saída de Yoshida, a marca encerra um ciclo de lideranças veteranas que participaram do lançamento de diversos consoles da família Sony.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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