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Civilization 7: CEO da Take-Two assume responsabilidade por falhas

Strauss Zelnick reconhece que mudanças mecânicas de Civilization 7 afastaram jogadores e resultaram em engajamento abaixo do esperado.

Bruno Degering ·

Civilization 7 enfrenta um cenário de recepção mista e engajamento abaixo do esperado desde sua estreia em fevereiro de 2025. Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, declarou publicamente que assume a responsabilidade total pelas falhas e dificuldades enfrentadas pelo título. A admissão de erro ocorre em meio a críticas persistentes da comunidade sobre mudanças fundamentais na estrutura da jogabilidade.

O ponto central da discórdia entre os jogadores e a desenvolvedora Firaxis Games reside no sistema de eras. Ao contrário da tradição de 35 anos da franquia, onde o jogador mantinha uma única civilização do início ao fim da partida, a nova mecânica obriga a troca de nações conforme o progresso tecnológico e histórico. Essa tentativa de reformular a progressão foi o principal fator para o afastamento de veteranos que preferiam a estabilidade dos sistemas antigos.

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Baixo engajamento e críticas de Civilization 7 no Steam

Os dados de tráfego mostram que o público prefere retornar aos capítulos anteriores da série. Atualmente, o jogo registra picos diários de apenas 6.000 jogadores simultâneos no Steam. O volume é drasticamente menor quando comparado ao seu antecessor, Civilization 6, que mantém cerca de 38.000 usuários ativos. Até mesmo Civilization 5, lançado originalmente em 2010, supera a versão atual com uma média de 16.000 jogadores simultâneos.

Em entrevista ao jornalista Stephen Totilo do Game File, Zelnick explicou o dilema enfrentado pela equipe de desenvolvimento. Segundo o executivo, a Firaxis sempre busca formas de inovar o suficiente para justificar uma nova compra sem desapontar a base fiel. “Nós erramos com Civ VII, mas não foi por falta de tentativa”, afirmou o CEO, classificando as mudanças como um passo exagerado sob a ótica do consumidor.

Apesar do título ser considerado uma operação lucrativa pela Take-Two, o impacto negativo resultou em mudanças internas severas. Sete meses após o lançamento, a Firaxis Games passou por uma onda de demissões e reestruturação. O objetivo oficial divulgado pela empresa foi otimizar o processo de desenvolvimento para aumentar a colaboração e a criatividade, visando adaptar o estúdio aos novos desafios do mercado de estratégia.

A Take-Two confirmou que continuará lançando correções e atualizações para tentar reconquistar o público de Civilization 7. No entanto, com avaliações estagnadas em 50% de aprovação no Steam, resta saber se o suporte pós-lançamento será suficiente para reverter a tendência de queda ou se o estúdio precisará focar em um novo projeto para restaurar o prestígio da marca.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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