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Lenovo G10 vira alvo de investigação interna

Fabricante investiga revendedores que incluem milhares de ROMs ilegais no portátil exclusivo para inflacionar preços.

Pedro Nogueira ·

Investigação sobre pirataria no Lenovo G10 na China

O Lenovo G10 tornou-se o centro de uma investigação interna após denúncias de que o portátil estaria sendo comercializado com bibliotecas gigantescas de jogos piratas. A fabricante confirmou que está analisando relatos de que revendedores de terceiros, operando principalmente em plataformas de exportação, incluem conteúdos ilegais para inflacionar o valor do hardware. O dispositivo é um modelo retrô focado em emulação, lançado sob um regime de licenciamento regional exclusivo para o mercado chinês.

Segundo informações divulgadas pela Tom’s Hardware, a Lenovo afirmou que não autoriza a distribuição de software não licenciado em seus aparelhos oficiais. A empresa esclareceu que os dispositivos saem de fábrica sem cartões de memória ou jogos pré-instalados. No entanto, lojistas do mercado cinza estariam modificando o produto para oferecer pacotes que incluem milhares de ROMs de consoles clássicos, visando atrair consumidores dispostos a pagar um prêmio pela conveniência da pirataria já configurada.

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Hardware e o modelo de licenciamento da Lenovo

As especificações técnicas do Lenovo G10 revelam um hardware modesto voltado para o baixo custo. O aparelho é equipado com um processador Rockchip RK3326 quad-core de 1,5 GHz, acompanhado por 1 GB de memória RAM e uma bateria de 4.000 mAh. A tela IPS de 4,5 polegadas oferece uma resolução de 1024×768 pixels, rodando um sistema operacional baseado em Linux otimizado para emulação. O dispositivo é capaz de rodar títulos de plataformas como PlayStation, Nintendo 64 e Game Boy Advance com desempenho variado.

A Lenovo destacou que o G10 é um produto white-label, fabricado por uma parceira externa por meio de um acordo de licenciamento de marca. Isso significa que, apesar de ostentar o logotipo da empresa, o desenvolvimento e a distribuição não fazem parte da linha global de elite da marca, como ocorre com o Legion Go 2. Esse modelo de negócios é comum em acessórios na Ásia, mas a inclusão de propriedade intelectual de outras empresas sem permissão criou um imbróglio jurídico para a gigante chinesa.

A fabricante reforçou que os consumidores devem evitar a compra em canais não autorizados, como AliExpress ou vendedores independentes internacionais, onde o controle de qualidade e a legalidade do software não são garantidos. A investigação em curso busca desvincular a imagem da Lenovo de práticas de pirataria e identificar falhas na cadeia de suprimentos que permitiram que o nome da marca fosse associado à distribuição ilícita de jogos protegidos por direitos autorais.

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Pedro Nogueira

Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Rei dos FPS e o Toretto dos jogos de corrida no site. O nerd/entusiasta do PC Master Race. Saudades de quando jogos focavam em ser bons jogos.

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