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Xbox é condenada a devolver conta hackeada para jogador brasileiro

Justiça impõe multa e restauração obrigatória após Microsoft sugerir que usuário comprasse todos os seus jogos novamente.

Bernardo Cortez ·

Xbox deve restaurar conta e pagar indenização no Brasil

A Xbox foi condenada pela Justiça brasileira a restaurar o acesso de um usuário a sua conta hackeada e pagar uma indenização por danos morais. De acordo com informações publicadas originalmente por um usuário no Reddit, o incidente começou em abril, quando o perfil foi comprometido e teve as informações de segurança alteradas, mesmo com a autenticação em dois fatores ativada na época.

Ao procurar o suporte oficial da Microsoft, o jogador recebeu uma resposta direta afirmando que a conta era irrecuperável. A solução oferecida pela empresa foi que o consumidor simplesmente comprasse novamente todos os jogos de sua biblioteca digital. Diante da recusa, o usuário acionou os órgãos de proteção ao consumidor e levou o caso ao tribunal, onde a gigante de tecnologia mobilizou uma equipe de 12 advogados para contestar a ação.

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Justiça decide sobre segurança e posse digital no Xbox

O tribunal decidiu a favor do jogador após analisar o histórico de e-mails e tickets de suporte, concluindo que a Microsoft possuía meios de verificar a identidade do proprietário original. A sentença determina que a Xbox tem um prazo de 15 dias para devolver a conta integralmente, além de pagar o valor de R$ 2.000 em danos morais. A decisão reforça as proteções do Código de Defesa do Consumidor no Brasil, que permite o acesso facilitado a juizados de pequenas causas sem a necessidade inicial de advogados ou custos processuais elevados.

O caso destaca a vulnerabilidade dos usuários em ecossistemas digitais fechados. Como os serviços da Xbox são integrados à conta Microsoft, a perda do acesso pode bloquear não apenas bibliotecas de jogos e arquivos de salvamento, mas também licenças de softwares como Windows e Office. Especialistas apontam que a resistência da empresa em resolver o problema extrajudicialmente levanta debates sobre a real propriedade de conteúdos digitais e a eficácia de sistemas de segurança biométricos e multifatoriais em grandes plataformas de jogos.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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