Realm of Ink é o jogo de estreia desenvolvido pela Leap Studio e busca trazer uma experiência similar à que vemos no aclamado Hades. No entanto, em vez de focar na mitologia grega, temos aqui uma trama chinesa que usufrui lindamente de sua cultura e do budismo. E não se engane: o jogo não é apenas um “Hades com skin oriental”, pois ele traz mecânicas e carisma próprios. Quer saber mais? Continue lendo a nossa análise.
Aproveite e compre Realm of Ink em nossa parceira Nuuvem
O caminho celestial
Em Realm of Ink, jogamos com a espadachim Danzhu, que descobre que seu destino é rigidamente guiado pelo “Caminho Celestial”. Inconformada, ela decide ir contra esse trajeto predeterminado, e assim acompanhamos a sua jornada para se livrar das amarras do destino.
O jogo conta com mais personagens, mas, infelizmente, nenhum chega a ser tão marcante quanto a protagonista e seu companheiro Momo, uma simpática criaturinha feita de tinta que é capaz de assumir diferentes formas. O universo do jogo é fascinante por parecer ter sido pintado à mão com pincéis tradicionais chineses. Essa estética de nanquim reflete diretamente nas habilidades da dupla, já que o próprio Momo é uma entidade fluida de tinta.

Jogabilidade e fator replay
Assim como em Hades, a morte é parte fundamental do processo: se você cair na jornada, terá que recomeçar. Porém, o título chinês traz um diferencial bastante acolhedor: a dificuldade inicial é muito mais tranquila. O jogo permite que o jogador aumente o desafio gradualmente à medida que completa as rotas, garantindo um excelente fator replay.
Toda vez que a protagonista é derrotada, é possível investir os pontos adquiridos em uma árvore de habilidades (skill tree). Isso libera vantagens passivas que otimizam os atributos de Danzhu, deixando-a permanentemente mais forte e resistente. Além disso, é possível trocar a “tinta” da personagem, permitindo o uso de outras armas além da espada e alterando completamente o seu gameplay.
A jogabilidade é intuitiva e ágil, dividida em comandos simples:
- Ataque fraco
- Ataque forte
- Esquiva
- Habilidade 1 e Habilidade 2
- Golpe especial do Momo
Dominando essas opções, é possível criar combos insanos contra hordas numerosas de inimigos. As batalhas contra chefões são épicas e variam bastante o estilo de combate, entregando desafios distintos na mesma run. Ao final de cada estágio, você escolhe itens que trazem benefícios ou alteram a forma do Momo, a combinação de dois itens específicos concede a ele uma transformação inédita e novos ataques especiais. Ter essa mascote dando suporte tático faz toda a diferença nos confrontos.



Gráficos e áudio
O visual adota um conceito de pintura oriental deslumbrante. Inimigos e NPCs possuem designs únicos, repletos de referências à cultura da China. Os cenários são muito variados, mudando drasticamente entre os capítulos. Os chefões roubam a cena não apenas pela complexidade das lutas, mas pelo visual, transbordando personalidade e imponência.
Na parte sonora, a trilha é amena e relaxante, ideal para o estado de concentração que o jogo exige. O título permite escolher entre a dublagem em inglês ou chinês, mas a opção original em mandarim possui uma qualidade de atuação nitidamente superior, ampliando imensamente a imersão na obra.

Conclusão da análise de Realm of Ink
Realm of Ink consegue usar a fórmula popularizada por Hades para criar uma experiência autêntica, apostando fortemente na cultura chinesa e nas mecânicas diferenciadas envolvendo o simpático Momo. O combate é rápido, intuitivo e recheado de possibilidades graças às combinações de habilidades e transformações.
O sistema de progressão torna o roguelike acessível para novos jogadores sem sacrificar o fator replay característico do gênero. Somado ao belo visual de pinturas a nanquim e à excelente ambientação sonora em chinês, o jogo de estreia da Leap Studio entrega uma aventura carismática, divertida e super recomendada para os fãs de ação.

