O impacto de God of War Laufey e o choque das mitologias
O State of Play realizado ontem parou a indústria de games com o anúncio oficial de God of War: Laufey. Desenvolvido pela Santa Monica Studio, o título não é uma prequela como muitos esperavam, mas uma história paralela que começa exatamente no momento em que o corpo de Faye é cremado no início do jogo de 2018. O trailer de 20 minutos revelou um cenário inédito: o Everywhen, um plano espiritual que serve como o ‘pós-vida dos deuses’.
Neste reino onde o tempo e o espaço operam sob regras diferentes, Faye precisa enfrentar divindades de diversos panteões que buscam poder absoluto. O trailer destacou não apenas o retorno de figuras conhecidas, mas a introdução de deuses de culturas que os fãs imploravam para ver na franquia. Abaixo, detalhamos cada divindade e entidade confirmada nesta nova jornada épica.
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Laufey (Faye): A Guardiã de Jotunheim assume o protagonismo
Interpretada novamente por Deborah Ann Woll, Laufey é a protagonista absoluta. No trailer, vemos Faye acordando no Everywhen logo após seu funeral. Diferente da imagem contemplativa dos flashbacks de Ragnarök, aqui somos apresentados à sua faceta guerreira: ágil, letal e mestre na manipulação de magia rúnica. O combate de Faye parece misturar a fluidez aérea da era grega com a brutalidade e o peso da era nórdica.
Como uma Jötunn de elite, Laufey utiliza uma espada e habilidades mágicas para proteger o caminho que traçou para Kratos e Atreus. A narrativa sugere que as ações de Faye no pós-vida são fundamentais para o sucesso da jornada do Fantasma de Esparta no mundo físico, incluindo a revelação de que ela pode ter sido a responsável por soprar a trompa para chamar a Jörmungandr em momentos críticos.
Sekhmet: A fúria do Egito no Everywhen
Uma das maiores surpresas do trailer foi a aparição de Sekhmet, a deusa leoa da guerra e da cura na mitologia egípcia. Representada como uma guerreira imponente com traços felinos e armadura dourada, Sekhmet aparece como uma das principais antagonistas iniciais no Everywhen. Na lore do jogo, ela parece liderar uma facção que busca coletar ‘fragmentos de criação’, possivelmente ligados à máscara que Odin cobiçava.
A presença de Sekhmet confirma que a Santa Monica Studio está finalmente abrindo as portas para o panteão egípcio. No trailer, ela demonstra um poder destrutivo imenso, utilizando chamas solares e uma força física que rivaliza com a dos maiores oponentes que Kratos já enfrentou. A dinâmica entre Faye e Sekhmet promete ser um dos pontos altos do jogo, colocando frente a frente duas das maiores guerreiras de suas respectivas mitologias.
Begtse: O Senhor da Guerra Tibetano
Ao lado de Sekhmet, o trailer apresentou Begtse, uma divindade protetora da mitologia tibetana e mongol, frequentemente associada à guerra. Com sua pele avermelhada e uma armadura detalhada com iconografias budistas e xamânicas, Begtse representa uma ameaça brutal e disciplinada. Ele é visto capturando criaturas do Everywhen e utilizando-as para fortalecer seu exército de deuses caídos.
A inclusão de Begtse mostra a disposição do estúdio em explorar mitologias menos convencionais no mainstream ocidental. No gameplay, ele parece atuar como um chefe de grande escala, utilizando uma espada curva maciça e invocando tempestades de energia para cercar Faye. Sua aliança com Sekhmet sugere que deuses de diferentes panteões formaram coalizões neste ‘limbo divino’.
Tyr: O retorno do Deus da Guerra nórdico
Embora Faye seja a estrela, Tyr teve uma participação fundamental no material revelado. Rumores e vazamentos indicam que ele será o segundo personagem jogável em God of War Laufey. No Everywhen, Tyr aparece com seu visual de Ragnarök, mas com uma postura mais voltada ao combate. Como um deus que já viajou por todas as terras, ele atua como um guia para Faye, ajudando-a a entender a política complexa entre os deuses mortos de outros panteões.
A relação entre Faye e Tyr parece ser o coração emocional do jogo. Ambos compartilham o peso de serem ‘deuses da guerra’ que escolheram a paz, mas que agora são forçados a lutar para proteger o futuro dos Reinos. O trailer indica que Tyr está em busca de redenção por não ter conseguido impedir a destruição total de Asgard, buscando no Everywhen uma forma de garantir que o ciclo de violência não se repita em outros mundos.
Entidades Cósmicas: Phranque e Rue
Além dos deuses tradicionais, o trailer apresentou companheiros excêntricos que servem como o ‘alívio cômico’ e suporte narrativo, similar ao papel de Mimir. Phranque, dublado por Jack Quaid, é um cubo gelatinoso cósmico que oferece insights sobre a natureza do Everywhen. Já Rue, uma guardiã em forma de fita encantada dublada por Perlina Lau, auxilia Laufey no manuseio de relíquias antigas.
Embora tenham gerado reações mistas na comunidade pela estética mais fantasiosa, essas entidades são cruciais para explicar o conceito do pós-vida divino. Elas revelam que o Everywhen não é apenas um lugar para nórdicos ou gregos, mas o ponto de convergência de toda a existência divina que ‘deixou de existir’ no plano material.
O mistério de Thor e Odin: Eles aparecerão?
Embora não tenham aparecido fisicamente no trailer de anúncio, a existência do Everywhen como um local para deuses mortos levanta a questão óbvia: onde estão Thor e Odin? O trailer mostra Faye encontrando uma máscara idêntica à de Odin, sugerindo que o Pai-de-Todos pode estar tentando restabelecer seu império a partir do além. Fãs teorizam que uma das grandes batalhas finais de God of War: Laufey será o reencontro épico entre Faye e o Deus do Trovão, permitindo que os jogadores vivenciem a lendária batalha que devastou Vanaheim e que foi apenas citada nos jogos anteriores.
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