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Phranque: Tudo sobre o misterioso ‘cubo gelatinoso’ de God of War: Laufey

Conheça Phranque, o improvável companheiro de Faye que dividiu opiniões no anúncio oficial da Santa Monica Studio.

Bernardo Cortez ·

O surgimento de Phranque: O novo ícone de God of War: Laufey

Ontem, a Santa Monica Studio parou a indústria de games com o anúncio oficial de God of War: Laufey durante o State of Play. Embora o retorno de Faye (Laufey) como protagonista tenha sido o ponto alto para muitos, um detalhe específico dominou as conversas nas redes sociais: um cubo cósmico e gelatinoso chamado Phranque. Dublado e interpretado via captura de movimentos por Jack Quaid (conhecido por seu papel como Hughie em The Boys), Phranque não é apenas um adereço visual, mas um personagem central na nova jornada de Faye pelo Everywhen.

O Everywhen é descrito pelos desenvolvedores como um “além-vida para os deuses”, um plano existencial onde divindades de diversas mitologias coexistem após a morte. É nesse cenário surrealista que Phranque é apresentado. Com uma forma geométrica translúcida que pulsa com energia mágica, ele rapidamente recebeu o apelido carinhoso de “Jello Cube” (Cubo de Gelatina) pela comunidade, tornando-se o foco de teorias e debates sobre o tom narrativo que a franquia deve adotar daqui para frente.

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Mecânicas de jogo: Como um cubo luta ao lado de uma Gigante?

Diferente de Atreus, que utilizava arco e flecha, ou Mimir, que servia como guia intelectual, Phranque oferece uma dinâmica de combate baseada em física e suporte tático. Durante os 20 minutos de gameplay revelados, vimos Phranque saltar pelo campo de batalha, expandindo sua massa para esmagar inimigos ou servindo como uma plataforma temporária para que Laufey execute ataques aéreos devastadores. A Santa Monica Studio confirmou que a mobilidade de Faye é um híbrido entre a fluidez da era grega e o peso estratégico da era nórdica, e Phranque é a peça-chave dessa transição.

De acordo com o PlayStation Blog, o personagem utiliza suas propriedades elásticas para absorver projéteis e devolvê-los aos adversários, além de interagir com o cenário de formas inéditas. Em momentos de exploração, o cubo pode se infiltrar em frestas ou ativar mecanismos de energia no Everywhen, provando ser um aliado versátil. A escolha de Jack Quaid para o papel traz uma camada de humor e vulnerabilidade que contrasta com a seriedade implacável de Faye, criando uma dinâmica de “estranha dupla” que já é marca registrada dos roteiros de Cory Barlog e Ariel Lawrence.

Teorias e Lore: De onde veio Phranque?

A origem de Phranque é um dos maiores mistérios de God of War: Laufey. No trailer, ele é descrito como um “ser cósmico de disposição honesta”, mas fãs mais atentos já começaram a traçar conexões com mitologias reais e literárias. Uma das teorias mais populares sugere que Phranque pode ser uma interpretação de Metatron, uma figura celestial poderosa frequentemente associada a geometrias sagradas como o Cubo de Metatron. Outra corrente aponta para uma conexão com as lendas arturianas, sugerindo que o Everywhen integra mitos de todas as eras, incluindo o folclore inglês (onde Faye se tornaria Morgan Le Fay).

A presença de deuses de outras culturas, como a deusa egípcia Sekhmet e o deus mongol Begtse, reforça a ideia de que Phranque pertence a um panteão ou conceito metafísico que Kratos e Atreus nunca chegaram a tocar. Para os puristas da franquia, a introdução de um personagem tão visualmente lúdico pode parecer um desvio, mas a Santa Monica defende que o Everywhen permite riscos criativos que a mitologia nórdica tradicional não comportava.

O impacto de Phranque na recepção dos fãs

Como era de se esperar, a recepção ao “Jello Cube” foi mista. Enquanto alguns se questionam se o tom de Phranque é apropriado para a brutalidade de God of War, chamando-o ironicamente de “personagem para millennials”, parte da comunidade abraçou o absurdo. Memes comparando Phranque ao Companion Cube de Portal ou aos Gelatinous Cubes de Dungeons & Dragons inundaram o Twitter e o Bluesky nas horas seguintes ao anúncio.

Independente da polêmica, Phranque já cumpriu seu papel de marketing: ele é o assunto do momento. Em um jogo que explora o luto, a ressurreição e o destino de uma das personagens mais enigmáticas da saga, ter um companheiro que traz leveza visual e mecânica pode ser o diferencial necessário para que God of War: Laufey não seja apenas uma sombra da trilogia original, mas o início de uma nova e audaciosa fase para a franquia no PlayStation 5.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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