Análise: The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Simplesmente viciante!

Anderson Mussulino ·

A Square Enix, em parceria com o estúdio Claytechworks (já conhecido por inúmeros sucessos em HD-2D, como Octopath Traveler, e responsável pela excelente franquia de RPG Bravely Default), traz vida à The Adventures of Elliot: The Millennium Tales.

Trata-se de um adventure totalmente inspirado nos moldes dos clássicos da franquia The Legend of Zelda. Carinhosamente apelidado de “Zelda da Square Enix” pela comunidade, será que Elliot consegue se sair bem e dar início a uma nova franquia de peso?

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A Era dos Aventureiros

A trama tem início quando ruínas misteriosas são descobertas no Reino de Huther. Inúmeros aventureiros foram convocados para explorá-las, mas nenhum obteve sucesso: todos ficaram presos sem conseguir retornar. Sem opções, uma das autoridades do castelo sugeriu convocar um aventureiro peculiar que havia sido deixado de fora da seleção inicial: Elliot.

Ao adentrar as ruínas e descobrir um poder antigo, Elliot deu ao Reino de Huther a chance de prosperar. Contudo, as coisas não saíram como o previsto, e uma sequência de infortúnios ocorreu, culminando em uma terrível maldição que acometeu a princesa Heuria. Sem alternativas, Elliot parte em uma missão solitária para salvá-la e derrotar o mal que ameaça o continente. Em meio à jornada, ele conhece novos aliados, como a carismática fadinha Faie, que se torna essencial para o seu avanço.

A grande sacada é que The Adventures of Elliot não se passa unicamente em um período histórico. Aquelas ruínas funcionam como a Doorway of Time, permitindo que o herói viaje por diferentes eras: tempos em que a humanidade vivia na miséria, o auge utópico da magia e da tecnologia, ou até mesmo os primórdios da construção da civilização. A narrativa é carismática e envolvente. Ela foge do clichê de tentar criar paradoxos temporais excessivamente complexos e, em vez disso, entrega uma história leve, recheada de bons personagens e que prende a atenção do jogador do início ao fim.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Gameplay simples e bastante funcional

The Adventures of Elliot brilha em sua jogabilidade, que bebe diretamente da fonte de The Legend of Zelda. Nos controles, temos um esquema muito dinâmico:

  • Quadrado: Ataca com a arma principal.
  • Triângulo: Utiliza a arma secundária.
  • Círculo: Pulo.
  • X: Interação com o cenário.
  • L1/R1: Defesa e acionamento das habilidades mágicas da Faie.
  • Gatilhos (L2/R2): Menu rápido para a troca de equipamentos e feitiços.

É possível carregar ataques para causar mais dano, um clássico dos jogos de ação. No entanto, o recurso acaba sendo pouco utilizado, já que golpes rápidos costumam ser mais eficientes, especialmente contra os chefões, que são extremamente ágeis e protagonizam batalhas épicas.

Cada arma oferece uma vantagem específica para o combate e a exploração. As bombas abrem passagens, o martelo gigante remove obstáculos pesados, e o bumerangue atinge inimigos a distância, enquanto a espada e a lança garantem o combate corpo a corpo. A única arma que infelizmente deixa a desejar é o arco e flecha, que sofre com um sistema de mira impreciso, fazendo com que você erre o alvo mais vezes do que gostaria.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Exploração, Dungeons e Progressão

A exploração do jogo é altamente recompensadora. O mapa é recheado de dungeons e templos espalhados pelas diferentes eras. Muitas vezes, um calabouço no presente não possui o caminho livre para a conclusão, forçando o jogador a viajar no tempo para alterar o cenário e, assim, resgatar a recompensa daquela dungeon. Os templos costumam premiar o jogador com corações de vida ou novas magias para a Faie como fogo para acender tochas e liberar portas, arrancadas (dash) para desafios de tempo ou um teletransporte curto para atravessar abismos.

Único ponto positivo que temos aqui é o minimapa que as vezes se mostra pouco intuitivo por apenas mostrar sinais de qual direção o objetivo se encontra, fazendo com que seja necessário ocorrer ao mapa principal inúmeras vezes para poder traçar a rota mais eficaz para chegar onde deseja.

As missões secundárias são outro ponto alto. Todas possuem narrativas com dublagem (nada de NPCs mudos) e entregam prêmios que realmente valem o esforço, como acessórios com efeitos únicos ou armas inéditas.

Como o jogo não utiliza um sistema tradicional de evolução por “níveis” (como nos RPGs de turno), a progressão é feita através do sistema Magicite. Trata-se de um estojo de joias onde o jogador equipa pedras preciosas que concedem bônus passivos poderosos (aumento de dano, taxa de crítico, efeitos elementais). Cada joia possui um custo de alocação, e é possível elevar o nível do estojo para aumentar o limite máximo de pontos, abrindo espaço para combinações de builds bem diversificadas.

Gráficos e áudio

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales impressiona com seus gráficos HD-2D, provando que esse estilo visual ainda tem muito espaço para evoluir. Apesar de os cenários de cada era se passarem no mesmo continente, as diferenças temporais transformam completamente as paisagens, garantindo um deleite visual. Os personagens, aliados e chefões transbordam detalhes e carisma, mesmo dentro das limitações charmosas da pixel art.

No departamento sonoro, a trilha é excepcional, fazendo jus ao padrão de qualidade altíssimo da Square Enix. Infelizmente, o jogo não possui dublagem e nem legendas em português do Brasil (PT-BR), restando aos brasileiros jogar com textos em inglês. Entre as opções de áudio, é possível escolher a dublagem americana ou a original japonesa. Sendo esta última infinitamente superior em termos de atuação e dramaticidade.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Conclusão da análise de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales mostra que a Square Enix encontrou uma nova franquia de extremo potencial ao combinar a exploração e os puzzles clássicos de The Legend of Zelda com a belíssima identidade visual HD-2D.

A narrativa carismática, o sistema de viagem no tempo muito bem aproveitado e a exploração recompensadora criam uma aventura envolvente do início ao fim. Somado ao combate acessível, ótimas dungeons e uma direção de arte impecável, o jogo entrega uma experiência que agrada tanto aos nostálgicos quanto aos fãs modernos da desenvolvedora. Apesar de deslizes pontuais (como a mira do arco e a triste ausência de localização em português), o saldo é extremamente positivo, consolidando Elliot como o grande protagonista de uma jornada inesquecível.

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90 Nota

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

Imperdível

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales entrega uma aventura inspirada nos clássicos de Zelda, combinando exploração, combate dinâmico e viagens no tempo em uma história carismática e envolvente. O jogo se destaca pelas dungeons criativas, sistema de progressão baseado em Magicites e pelo belíssimo visual HD-2D, que é acompanhado por uma excelente trilha sonora. Mesmo com algumas pequenas limitações, é uma estreia muito promissora e um forte candidato a se tornar uma nova franquia de sucesso da Square Enix.

Desenvolvedor Square Enix Creative Studio 5, Clay Tech Works
Publicadora Square Enix
Lançamento 18/06/2026
Plataformas Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, PC (Microsoft Windows), PlayStation 5
Plataforma jogada PS5
Dublado PT-BR Não
Legendado PT-BR Não
Cópia Cedida pela publicadora

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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