Durante uma transmissão recente do podcast The Xbox Two, o jornalista e insider Jez Corden revelou que a Microsoft pode estar traçando planos de longo prazo que permitiriam a retirada de seus títulos do Steam no PC. De acordo com o repórter, a gigante de Redmond está desenvolvendo uma nova estratégia para sua presença nos computadores que abre uma janela técnica para que a empresa deixe de depender da infraestrutura da Valve.
Corden afirmou que os movimentos internos sugerem uma preparação para um cenário onde a empresa teria total autonomia sobre sua distribuição. No entanto, o insider utilizou suas redes sociais para contextualizar o impacto imediato dessa possibilidade. Em uma publicação no X, ele esclareceu que, embora a infraestrutura para essa mudança esteja sendo planejada, ele duvida que a transição ocorra agora devido ao alto volume de receita gerado pelas vendas no Steam.
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O papel do Project Helix na estratégia da Microsoft
Essa possível mudança de postura estaria diretamente ligada aos rumores sobre o próximo hardware da marca, conhecido internamente pelo codinome Project Helix. As informações indicam que o sucessor do Xbox Series X será, em essência, um computador otimizado para a sala de estar, rodando uma versão customizada do Windows que permitiria a execução de múltiplos lançadores.
Dentro desse ecossistema unificado, a Microsoft teria o controle sobre a experiência do usuário, incentivando o uso do aplicativo Xbox e do Game Pass sem as taxas de intermediação cobradas por terceiros. A ideia é que os desenvolvedores criem jogos para o ambiente Windows sabendo exatamente quais são as especificações do console, simplificando o processo de portabilidade e distribuição entre as plataformas da empresa.
Equilíbrio entre alcance e receita própria
A Microsoft retornou à Steam em 2019, após anos tentando emplacar sua loja oficial no Windows 10 com resultados abaixo do esperado. Desde então, títulos como Halo, Sea of Thieves e Forza Horizon alcançaram números expressivos na plataforma da Valve. Retirar esses jogos agora representaria um risco financeiro, mas a criação de uma janela de saída indica que a empresa não deseja ficar presa a termos de terceiros indefinidamente.
A gestão atual, liderada pela CEO Asha Sharma, tem focado em reduzir camadas de gerenciamento e otimizar as margens de lucro após grandes aquisições. Consolidar o público em um ecossistema onde a Microsoft retém 100% da receita das vendas de software e assinaturas parece ser o objetivo final dessa transição tecnológica, mesmo que a saída do Steam ainda seja tratada como uma possibilidade teórica para os próximos anos.
