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Marvel’s Wolverine: por que a ruiva na foto não é Jean Grey

A teoria que conecta o passado trágico de James Howlett à Rose O'Hara e muda nossa visão sobre o novo jogo da Insomniac.

Anderson Mussulino ·

A mística por trás da fotografia no Princess Bar

Desde que o primeiro vislumbre de Marvel’s Wolverine foi revelado pela Insomniac Games, os fãs têm vasculhado cada frame em busca de segredos. No trailer mais recente, uma cena em particular capturou a imaginação da comunidade: Logan, sentado em meio à destruição do Princess Bar em Madripoor, segura uma fotografia desgastada de uma mulher ruiva. E posteriormente, no último trailer lançado temos a mesma foto do qual ele está lutando contra hordas de inimigos para protegê-la.

Embora a reação imediata de muitos tenha sido associar a imagem a Jean Grey, dado o histórico romântico entre os dois nos X-Men, uma análise mais profunda da mitologia do herói sugere uma conexão muito mais dolorosa. A mulher na foto não é Jean Grey; é Rose O’Hara.

Jean Grey ou Rose O’Hara? O peso do passado

A tese de que a mulher na fotografia é Rose O’Hara ganha força quando observamos o estado emocional de Logan na cena. No trailer, Wolverine apresenta uma fisionomia menos animalesca e brutal na imagem, remetendo a uma época em que ele ainda atendia pelo nome de James Howlett. Para quem não está familiarizado com a obra Wolverine: Origem (2001), Rose foi o primeiro e talvez o mais puro amor de Logan. Ela era a governanta da propriedade dos Howlett e a única pessoa que permaneceu ao seu lado após a manifestação traumática de seus poderes mutantes na infância.

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A semelhança física entre Rose e Jean Grey é um ponto canônico nas histórias em quadrinhos da Marvel. Muitos roteiristas estabeleceram que a atração obsessiva e imediata de Logan por Jean, quando ele entrou para os X-Men, era na verdade um reflexo subconsciente de sua culpa e amor por Rose. Ao colocar essa foto no jogo, a Insomniac não está apenas citando um interesse romântico, mas mergulhando na base psicológica que define quem é o homem por trás das garras de adamantium.

A tragédia que moldou o herói

A escolha de Rose O’Hara para o roteiro de Marvel’s Wolverine, cujo lançamento está confirmado para o dia 15 de setembro de 2026, elevaria a narrativa a um nível de drama pessoal raramente visto em adaptações de games. Rose morreu acidentalmente pelas mãos do próprio Logan durante um confronto com seu rival de infância, Dog Logan. Esse evento foi tão devastador que o cérebro de Logan bloqueou suas memórias, levando-o a viver em um estado selvagem nas florestas canadenses por anos.

“Essa fotografia representa a única conexão tangível que Logan possui com seu passado apagado pelos experimentos do programa Arma X.”

Se o jogo da Insomniac explorar a busca de Logan por sua identidade — algo sugerido pelos trailers que mostram cenários como Madripoor e as florestas do Canadá — a foto de Rose serve como a bússola moral de um homem que esqueceu quem era. Em um mundo onde ele é caçado por figuras como Omega Red e os Reavers, a lembrança de Rose é o que resta de sua humanidade.

Marvel's Wolverine

O que isso significa para o gameplay e a história

Com a confirmação de que Jean Grey aparece no jogo como uma aliada (conforme visto na recente State of Play), a distinção entre ela e a mulher da foto torna-se crucial. Se Logan já conhece Jean, por que ele olharia com tanta melancolia para uma foto antiga em um bar sujo? A resposta reside no fato de que Jean é o presente, mas Rose é a conexão com o seu passado. A presença de Rose sugere que teremos sequências de flashbacks ou missões focadas na origem do personagem, possivelmente permitindo que os jogadores explorem os eventos de Alberta, no final do século XIX.

A Insomniac Games já provou com Spider-Man que entende a dualidade entre o herói e o homem. Em Wolverine, essa dualidade será testada através da dor. Rose O’Hara não é apenas um rosto bonito em um pedaço de papel; ela é a personificação do trauma que Logan carrega e a explicação definitiva para sua busca eterna por redenção. Enquanto aguardamos o lançamento exclusivo para o PlayStation 5, fica claro que a jornada de Wolverine será muito mais do que apenas retalhar inimigos: será um mergulho visceral em uma memória que ele nunca deveria ter perdido.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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