Trazer um celular novo anualmente e conseguir apresentar mais qualidade do que o seu antecessor definitivamente é um baita desafio. Mas e quando o novo aparelho traz um formato de tela e corpo totalmente inédito? Obviamente, a responsabilidade é ainda maior. Dito isso, a Samsung trouxe para o mercado o Galaxy Z Fold 8, cujo tamanho é facilmente comparado ao de um passaporte ou de um livro de bolso, especialmente por fazer parte da família dos dobráveis. Além das novas dimensões, ele traz inovações de peso, principalmente no uso da inteligência artificial. Vamos conferir tudo sobre o novo Z Fold 8 nesta análise.
Design e estrutura
A principal meta da Samsung parece ser entregar sempre um celular mais leve que o seu antecessor. Com o Z Fold 8 não seria diferente, ainda mais se levarmos em conta que o Z Fold 7 pesava 215 gramas e, agora, temos um aparelho de 201 gramas. Apesar disso, ele não é mais fino que a geração passada. Contudo, o Fold 8 consegue ser mais compacto devido ao seu formato mais quadrado, que, quando fechado, cabe facilmente na mão (podendo ser comparado visualmente a um Digivice moderno de Digimon). A diferença de espessura é mínima, passando dos 4,2 mm do aparelho anterior para 4,5 mm no atual, vale notar que a versão Ultra trouxe um cenário diferente, marcando 4,1 mm.
Quando aberto, o celular proporciona uma visualização equivalente à de um livro aberto, sendo fácil de segurar com as duas mãos. É bastante confortável digitar ou até mesmo jogar nesse formato. Algo impressionante é como o vinco da tela dobrável está praticamente invisível, tornando a divisória central imperceptível. Por outro lado, notei que há mais resistência na dobradiça na hora de abrir ou fechar o aparelho, algo que no Fold 7 era bem mais suave.
Esse novo formato deixa a visualização dos aplicativos mais compacta a princípio, exigindo uma pequena curva de aprendizado em alguns casos, mas nada muito complexo. É extremamente confortável consumir conteúdo e ler quadrinhos nele, graças à resolução da tela somada à proporção do display, um grande feito, considerando que HQs norte-americanas costumam ter muito texto e fontes menores do que mangás ou webtoons.
Ainda sobre a construção, o celular é fabricado com uma tecnologia inédita baseada em titânio flexível. Além de deixá-lo mais resistente, esse material é o principal responsável por ocultar o vinco da tela.




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Câmeras de qualidade e novas funções de IA
Da mesma forma que o Z Fold 7 herdou as lentes do Galaxy S25 Ultra, o Z Fold 8 herda o poderoso conjunto de câmeras do Galaxy S26 Ultra. O grande atrativo não é apenas a qualidade insana da lente principal de 50 MP, da ultrawide também de 50 MP e da frontal de 10 MP, mas sim a versatilidade do formato. É possível usar as câmeras traseiras para tirar selfies com qualidade suprema, espelhando a visualização na tela externa do aparelho.
Junto a isso, temos o aprimoramento da Inteligência Artificial. Além de todas as novidades já apresentadas em modelos anteriores, o aparelho introduz a função My Fan Cam, que acompanha o objeto principal da filmagem de forma inteligente e evita interferências independentemente de como você mova o celular (um recurso extremamente útil para quem tem mãos trêmulas).
Aproveitando o assunto IA, o recurso Call Brief cria resumos automatizados das suas ligações e chamadas de vídeo, tornando desnecessário realizar anotações manuais. Ele formata as informações da maneira que você preferir, como listas de tópicos (bullet points) ou mapas mentais. Vale citar que o celular conta com o Gemini Nano 4, destinado a processar localmente funções de IA para textos, imagens e áudios sem a necessidade de conexão com a internet.




Experiência de uso e desempenho
Já detalhamos como a experiência de leitura brilha no Galaxy Z Fold 8, mas e os outros aspectos? Para o consumo de mídia, a tela é muito agradável, seja no YouTube ou em serviços de streaming como Netflix e Prime Video. Por conta do formato mais quadrado, muitas vezes você nem precisa deitar o celular para visualizar filmes e vídeos em tela cheia com conforto.
A experiência em jogos é igualmente satisfatória, pois as dimensões do display se encaixam perfeitamente para esse uso. O desempenho é excelente tanto com o celular aberto quanto fechado; a sensação é a de ter um videogame portátil em mãos em vez de um smartphone.
Mas do que adianta conforto sem poder de fogo? O Galaxy Z Fold 8 vem equipado com o processador Qualcomm Snapdragon 8 Elite for Galaxy, 12 GB de memória RAM, 256 GB ou 512 GB de armazenamento interno e uma bateria de 4.800 mAh com suporte a carregamento rápido. Em poucas palavras, você poderá rodar jogos com altíssima qualidade visual por longos períodos.
Testamos títulos pesados e tradicionais como Call of Duty: Mobile, Genshin Impact, Zenless Zone Zero e Diablo Immortal. Tivemos um desempenho surpreendente: o aparelho aguentou rodar quase todos na configuração máxima de gráficos com exceção de Diablo Immortal, no qual, até hoje, nenhum smartphone testado conseguiu alcançar a famigerada configuração “Ultra”.










Conclusão da análise do Samsung Galaxy Z Fold 8
O Samsung Galaxy Z Fold 8 traz uma evolução significativa em relação ao seu antecessor. O formato mais compacto e o peso reduzido mantêm a praticidade de uma tela que funciona como um pequeno tablet de bolso. A nova construção em titânio flexível praticamente elimina o vinco central e oferece maior resistência, enquanto as câmeras herdadas do Galaxy S26 Ultra entregam uma qualidade fotográfica estelar, impulsionada por novos recursos de IA como o My Fan Cam e o Call Brief.
A grande tela favorece imensamente a leitura, o consumo de mídia e os jogos, com fluidez garantida pelo poderoso Snapdragon 8 Elite for Galaxy e sua robusta bateria de 4.800 mAh. Apesar de exigir algumas pequenas adaptações iniciais à nova proporção de tela, o Fold 8 se consagra rapidamente como um dos dobráveis mais ambiciosos e completos já lançados pela Samsung.

