O grande dilema: Seria tecnicamente possível alcançar os 60 FPS?
Desde o primeiro trailer de Grand Theft Auto VI, fãs de GTA se questionam se o título mais ambicioso da Rockstar Games conseguiria atingir os gloriosos 60 quadros por segundo (FPS) nos consoles atuais. Com o recente Extended Look de 26 minutos revelado pela desenvolvedora, a confirmação de que o jogo roda a 30 FPS cravados no PlayStation 5 e Xbox Series X|S levantou o questionamento: haveria algum caminho para dobrar essa performance? Em entrevista ao portal Flow Games, Rob Nelson, co-diretor da Rockstar North, foi honesto ao ser questionado se 60 FPS seria sequer viável para o lançamento ou em atualizações futuras, admitindo que precisaria consultar a equipe técnica.
Segundo especialistas da Digital Foundry, que analisaram o código do vídeo em alta qualidade, a possibilidade de atingir os 60 FPS esbarra em uma escolha de design para sustentar o nível de simulação sem precedentes que o jogo propõe. A questão que fica para os engenheiros é se o sacrifício necessário para atingir essa fluidez valeria a pena ou se o hardware atual simplesmente atingiu o seu teto técnico.
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O desafio da CPU: Onde mora a real dificuldade para os 60 FPS?
A discussão comum em fóruns costuma focar na resolução e no poder da GPU, mas para saber se os 60 FPS em GTA 6 são possíveis, o olhar deve se voltar para a CPU. O mundo de Leonida não é apenas um cenário estático, ele é povoado pela maior densidade de NPCs e veículos já vista na franquia. Cada personagem nas praias de Vice City possui o que a Rockstar chama de “agência sistêmica”, com rotinas complexas, reações físicas realistas e interações com o ambiente que exigem muito dos núcleos Zen 2 dos consoles atuais.
A análise técnica detalhou que o jogo utiliza Ray Tracing Global Illumination (RTGI) e reflexos via hardware de forma massiva. Para que os 60 FPS fossem possíveis, o console precisaria processar toda essa simulação física e lógica de IA em apenas 16,7 milissegundos. Diante do estado atual do hardware, fica a dúvida: a Rockstar conseguiria otimizar o código a ponto de reduzir o tempo de quadro sem realizar cortes drásticos na densidade da população e na complexidade do tráfego?
PS5 Pro: O hardware extra permitiria quebrar a barreira dos 30 FPS?
Muitos jogadores depositaram suas esperanças no PlayStation 5 Pro como o passaporte para a performance superior. Embora o novo hardware da Sony ofereça um salto considerável em poder gráfico e conte com a tecnologia de upscaling PSSR, o seu processador (CPU) teve um incremento modesto de apenas 10% na frequência de clock. Como a limitação de GTA 6 é fundamentalmente ligada à lógica do mundo e à simulação (tarefas de CPU), o questionamento permanece: 10% de ganho seriam suficientes para viabilizar um modo performance?
A verdade é que o nível de detalhamento em elementos como a simulação de cabelos, sombreamento de pele com suor realista e a iluminação global é simplesmente sem precedentes, o que deixa a meta extremamente difícil.
Ainda assim, paira a dúvida se o PS5 Pro poderia usar o PSSR para aliviar a carga da GPU o suficiente para que a CPU tivesse uma folga mínima de processamento, possivelmente entregando uma imagem muito mais nítida via PSSR a partir de uma base interna de 1440p nativos, mas ainda presa à cadência dos 30 quadros devido ao gargalo sistêmico.
A viabilidade dos 40 FPS e o refúgio no PC
Se os 60 FPS parecerem um objetivo impossível para o lançamento em novembro de 2026, surge a pergunta: haveria um meio-termo? O modo de 40 FPS para telas de 120Hz surge como a alternativa mais realista. Essa configuração oferece uma fluidez perceptivelmente superior aos 30 FPS, sem exigir o dobro do processamento. É uma aposta viável que a Rockstar considere essa opção, tentando equilibrar o desejo por performance com as limitações físicas dos consoles.
Para aqueles que questionam se o hardware algum dia alcançará a meta máxima, a versão de PC será a única prova real da possibilidade dos 60 FPS ou mais. Contudo, os requisitos devem ser proibitivos, exigindo processadores de ponta como a linha Ryzen X3D para sustentar taxas de quadros altas. Por enquanto, o debate continua: a Rockstar conseguirá realizar o milagre da otimização ou estamos destinados a explorar Vice City na cadência cinematográfica dos 30 quadros por segundo?

