Hands-on: Final Fantasy VII Revelation

Cloud surtando 3, a revelação.

Anderson Mussulino ·

Final Fantasy VII Revelation é o último capítulo da trilogia iniciada por Final Fantasy VII Remake. Aqui teremos a épica conclusão da saga, somada ao ápice de um gameplay que foi sendo refinado e otimizado ao longo dos anos. Durante a Brasil Game Show 2026, o Última Ficha teve a oportunidade de testar a demo contendo o primeiro capítulo do jogo. Pudemos finalmente controlar Cid e Vincent, além de experimentar o inédito sistema FITS, que reformula por completo a mecânica de invocações. Sem mais delongas, confira as nossas primeiras impressões.

Cid e Vincent são extremamente divertidos

Depois de participarem apenas como personagens de suporte narrativo em Final Fantasy VII Rebirth, finalmente assumimos o controle de Cid e Vincent Valentine, sentindo que eles de fato fazem parte integral do time. Cid utiliza golpes clássicos da classe Dragoon, empunhando a sua lança para atacar a médio alcance e executando saltos para atingir os inimigos por cima, uma vantagem imensa que o torna extremamente letal contra oponentes voadores.

Já Vincent se destaca pela versatilidade. Ele alterna com fluidez entre ataques de longo alcance com as suas pistolas e transformações monstruosas que causam dano devastador no combate corpo a corpo. Se os personagens veteranos não tiverem recebido grandes upgrades em seus próprios kits de habilidades, é muito provável que essa nova dupla se torne a favorita de muitos jogadores quando a versão final for lançada.

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Final Fantasy VII Revelation

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Novo sistema de FITS

Uma adição incrivelmente bem-vinda é o sistema FITS (sigla para Function Integrated Tactical Suitwear). Na prática, ele funciona como um sistema clássico de Jobs, adicionando novas ações aos heróis. Ao equipar uma classe, o personagem recebe um traje inédito, embora o jogo permita manter o visual original para quem preferir a estética clássica.

Durante a demo, pudemos testar o FITS de Summoner. A sua principal habilidade é utilizar os poderes das invocações (Shiva, Ifrit e Titan estavam disponíveis no teste) como uma extensão direta dos golpes físicos do personagem, garantindo rajadas de dano elemental adicional. O detalhe mais importante é que os ataques originais e as funções nativas do herói se mantêm intactos, independentemente de qual FITS esteja equipado. Trata-se de uma verdadeira expansão do leque de habilidades, trazendo uma camada extra de dinamismo e estratégia ao título.

O que achamos de Final Fantasy VII Revelation?

O visual de Revelation está belíssimo, mantendo a altíssima qualidade técnica e direção de arte estabelecida desde o Remake. O cenário da demonstração era repleto de nuances, partículas e elementos acontecendo simultaneamente na tela, mas não presenciamos nenhuma queda de taxa de quadros durante o caos das batalhas. Vale ressaltar que realizamos o teste no “Modo Qualidade”, portanto, não foi possível avaliar o “Modo Desempenho” para confirmar a estabilidade dos cobiçados 60 FPS.

A jogabilidade se mostra absurdamente fluida, ditando um ritmo frenético e divertido que é digno de uma conclusão em grande escala. Embora o tempo da demonstração não tenha sido suficiente para explorar todo o potencial escondido no sistema FITS, o teste prático serviu para sanar as principais dúvidas sobre a execução mecânica dessa nova funcionalidade.

Se a demo apresentada na BGS 2026 for apenas um reflexo do polimento do produto final, a ansiedade dos fãs está perfeitamente justificada, pois estamos prestes a testemunhar um desfecho épico, tecnicamente deslumbrante e mecanicamente viciante para a saga.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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