Crisis Core: Final Fantasy VII até hoje é um dos spin-offs mais marcantes já produzidos. O título apresenta a inesquecível história de Zack Fair, um personagem central de Final Fantasy VII, mas que já inicia a trama do jogo original sem vida. Ainda assim, nas poucas cenas em que Zack faz participação, ele acaba envolvendo os jogadores e despertando uma vontade imensa de descobrirmos tudo sobre o seu passado. Com isso, em 2007, a Square Enix lançou com exclusividade para o PlayStation Portable (o famigerado PSP) o aclamado Crisis Core.
Por vários anos, a história de Zack ficou presa no primeiro portátil da Sony, até que finalmente ganhou um remaster de extremo respeito para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, PC e Nintendo Switch. Agora, quase quatro anos depois da repaginada, o título chega ao Nintendo Switch 2, entregando melhorias massivas em comparação à versão do Switch original que, na época do lançamento, sofria por ser a plataforma com o desempenho mais baixo.
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Tudo sobre Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion
Como já publicamos uma análise detalhada do jogo em 2022, nosso foco aqui será a experiência técnica no sucessor do Nintendo Switch. Ainda assim, preparamos um breve resumo do que esperar da aventura.
Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion mantém a essência do jogo original de PSP, mas traz melhorias suficientes para deixar a experiência mais dinâmica e acessível nas plataformas atuais. A estrutura continua bastante linear, com uma campanha de aproximadamente 15 horas e uma quantidade colossal de missões secundárias que adicionam facilmente mais 10 horas de conteúdo. Algumas limitações do original como cenários mais simples e áreas bloqueadas por paredes invisíveis ainda estão presentes, deixando evidente que estamos diante de uma remasterização muito aprimorada, e não de um remake totalmente reconstruído do zero.
O combate recebeu ótimas melhorias, principalmente na utilização das matérias, que agora podem ser acionadas de maneira muito mais ágil durante as batalhas. O sistema continua simples, com comandos de ataque, esquiva, defesa e itens, mas a possibilidade de combinar ataques básicos com diferentes magias torna os confrontos bem mais dinâmicos. A fusão de matérias também retorna, permitindo criar habilidades poderosas e diferentes bônus de status, algo fundamental para a evolução de Zack.
O grande destaque (e também um dos pontos mais controversos) continua sendo o Digital Mind Wave (DMW). Essa “roleta” virtual pode ativar ataques especiais, invocações e diversos efeitos passivos, como redução de custo de MP e AP ou até mesmo invencibilidade. O problema é que a própria evolução de Zack e o nível de suas matérias estão atrelados a esse sistema, já que o jogador depende da combinação 777 para subir de nível, substituindo a tradicional barra de experiência por um processo baseado em sorte. Para balancear, Reunion adiciona novas invocações e aumenta as possibilidades da roleta, tornando os resultados positivos muito mais frequentes. A clássica Buster Sword também recebeu melhorias, ganhando ataques pesados e um sistema de afinidade que aumenta o dano conforme a espada é utilizada em combate.
Visualmente, o resultado do remaster é irregular. O gameplay recebeu uma atualização fantástica: as texturas, a iluminação, o sombreamento e os detalhes dos modelos são infinitamente superiores aos do PSP, sendo, de longe, a parte mais bonita do pacote. Por outro lado, as cutscenes pré-renderizadas envelheceram mal e perderam qualidade com o esticamento da resolução. Até mesmo as cenas feitas pela própria engine apresentam alguns serrilhados pontuais. Isso cria uma diferença perceptível durante a jogatina, levantando a dúvida do porquê de as cutscenes não terem recebido o mesmo tratamento visual aplicado ao gameplay.



Experiência no Switch 2
Crisis Core: Final Fantasy VII definitivamente é um jogo desenhado para ser desfrutado em um formato portátil. Porém, o seu desempenho no primeiro Switch passava longe de ser o ideal. O jogo era travado a 30 FPS e operava na modesta resolução de 720p, tanto no dock quanto no modo portátil. Para piorar, nos momentos de ação intensa, a resolução dinâmica podia despencar para 576p, prejudicando completamente a experiência visual e deixando tudo embaçado.
Felizmente, no Nintendo Switch 2, não temos mais esses problemas. A versão do novo console da Nintendo bate de frente com o que foi entregue no PlayStation 5, Xbox Series e PC, alcançando facilmente a cobiçada marca dos 60 FPS e mantendo a taxa de quadros estável. A resolução se sustenta em um ótimo patamar tanto na TV quanto nas mãos, e o jogo não sofre com quedas de desempenho, independentemente da quantidade de efeitos e explosões pipocando na tela.
Jogar este título no Nintendo Switch 2 com tamanha fluidez me remeteu imediatamente à minha adolescência. Na época, a versão original não foi apenas o meu primeiro contato com o PSP, mas, literalmente, o primeiro jogo que joguei no portátil da Sony. Reviver isso agora, de forma tão polida em um portátil moderno, é impagável.

Conclusão da análise de Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion (Nintendo Switch 2)
Crisis Core: Final Fantasy VII Reunion no Nintendo Switch 2 entrega exatamente o que os fãs sonhavam: a experiência portátil definitiva para a jornada de Zack Fair. Livre das amarras técnicas, dos serrilhados severos e das quedas de resolução que assombravam a geração passada, o título finalmente brilha a 60 FPS com gráficos nítidos, igualando-se com maestria às plataformas de mesa.
Embora não traga conteúdos inéditos ou funções que façam uso exclusivo dos recursos do novo console da Nintendo, o resgate de um gameplay tão fluido e nostálgico torna essa versão obrigatória. Ela se consolida não apenas como a melhor porta de entrada para quem deixou o lançamento original passar, mas também como a forma mais respeitosa e prazerosa de reviver um dos maiores clássicos da história da Square Enix.

