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Black Desert completa 9 anos na América Latina e Pearl Abyss celebra a data com evento

Oásis dos Aventureiros mostra como a comunidade de Black Desert no Brasil é querida pelos produtores do jogo

Anderson Mussulino ·

Neste sábado (31), São Paulo recebeu o Oásis dos Aventureiros, evento que celebrou os 9 anos de Black Desert na América Latina. O Última Ficha esteve presente e acompanhou o pronunciamento do produtor executivo Kwonho Kim e do diretor de desenvolvimento Kwang, que vieram diretamente da Coreia do Sul. Também conversamos com Will Powers, diretor de marketing e relações públicas da Pearl Abyss America, sobre a saúde da comunidade de Black Desert e o desenvolvimento de Crimson Desert, que recebeu o Crimson Desert Enhanced no último dia 29 de outubro.

Cuidando de Quem Faz o Jogo Acontecer

Na abertura, o representante da empresa explicou que a América do Sul, e o Brasil em especial, recebe atenção especial da Pearl Abyss. O evento também serviu para homenagear quem trabalha com o jogo no dia a dia, como a imprensa e os dubladores. A ideia, segundo ele, foi mostrar o carinho da empresa pelos jogadores e pela região, e deixar os convidados à vontade para circular e tirar dúvidas com a equipe.

Black Desert

Do Medo à Paixão pelo Brasil

Kwonho Kim contou que esta é a terceira vez consecutiva que a equipe vem ao país para encontrar os aventureiros brasileiros. Ele admitiu que, antes de visitar o Brasil, a imagem que tinha do país se resumia ao futebol e à Amazônia. A operação na região já completa 9 anos e, desde a incorporação da RedFox, a Pearl Abyss atua diretamente por 4 anos.

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O produtor confessou que a equipe chegou com receio, influenciada pelas notícias de violência que chegam à Coreia. Isso mudou quando conheceu a comunidade. “Percebemos que são muito carinhosos, calorosos e têm muita paixão”, disse, ao explicar que a mídia costuma mostrar apenas os extremos, como ocorre com vários outros países. Para ele, retribuir esse carinho é um dever, e por isso o evento continuará nos próximos anos. Os funcionários responsáveis pelo serviço brasileiro, aliás, sentem-se sempre cuidados pelos jogadores, e não o contrário.

A Equipe de Desenvolvimento no Brasil

Foi justamente para que os desenvolvedores sentissem o mesmo que Kim levou a equipe ao país. Kwang contou que trabalha intensamente na Coreia e que o produtor pediu e recomendou fortemente a viagem. Foram mais de 30 horas até chegar a São Paulo, mas ele garante que não se arrependeu e que considera voltar.

Black Desert

Uma Comunidade Mais Saudável do que Nunca

Na entrevista ao Última Ficha, Will Powers destacou que o evento marca o nono aniversário do servidor dedicado de Black Desert para a América do Sul. Com visível entusiasmo, ele afirmou que a comunidade está mais saudável do que nunca e maior do que já foi no Brasil. Tanto que a empresa precisou abrir servidores adicionais ainda neste ano para comportar o aumento de jogadores.

Por isso, a pergunta já não é se os eventos continuarão. “Não é mais ‘continuamos fazendo esses eventos?’, mas ‘como podemos apoiar melhor a comunidade, já que ela continua nos apoiando’”, explicou. O Oásis dos Aventureiros é, nas palavras dele, a forma de retribuir a quem dá tanto à Pearl Abyss.

Crimson Desert Enhanced e a Identidade do Jogo

Ao comentar a evolução de Crimson Desert, que acaba de ganhar o Crimson Desert Enhanced, Powers explicou que o ponto central é preservar a identidade do jogo. Toda crítica é ouvida, seja de um jogador comum ou de qualquer pessoa com uma conta no Reddit, mas passa por um filtro: a mudança faz sentido para o jogo e o torna mais divertido? “Crimson Desert é um sandbox sobre dar ao jogador o poder de se divertir”, afirmou. Se a resposta for sim, a alteração é feita, desde que mantenha o que faz de Crimson Desert o que ele é.

Sobre a recepção, Powers comparou o lançamento de um jogo a um filho, que sempre parece lindo para quem o criou. Para ele, todo jogo é entretenimento e arte, e por isso toda opinião é válida, já que reflete a experiência de cada jogador. Desde o primeiro dia, a essência é a mesma: um sandbox em que cada um escolhe como quer se divertir. O trabalho da equipe, segundo ele, tem sido adicionar mais dessa experiência e remover barreiras para que os jogadores cheguem a ela mais rápido.

Jogar para Poder Falar

Questionado sobre sua maior memória afetiva com os jogos, Powers respondeu com uma reflexão sobre o ofício, sempre num tom de carinho pelo que faz. Quem trabalha em um jogo tem o nome nos créditos, seja ele bem recebido ou não, e existem sites que acompanham a trajetória de cada profissional. Ele próprio admite avaliar esse histórico ao contratar alguém. Por isso, há uma motivação pessoal em fazer o melhor possível.

Powers também afirmou que joga tudo no qual trabalha, porque conversa com jogadores, e eles não querem ouvir textos de marketing. “Eles querem ouvir de alguém como eles: o jogo é divertido? Se você não jogou, não consegue responder”, disse. Segundo ele, a experiência de quem joga nunca está errada, assim como a opinião de cada jogador. “Tenho orgulho de tudo em que trabalho porque é um reflexo de mim e da equipe que o fez”, concluiu.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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