Análise: Windbound é relaxante e divertido

Leonardo Coimbra ·

Windbound foi produzido pela 5 Lives Studios e tem uma proposta bem simples, misturar exploração com crafting e sobrevivência. Essa é uma fórmula que já vimos em inúmeros jogos e aqui fica a pergunta: Será que Windbound se destaca?

Confia abaixo nossa análise do jogo que foi lançado para PS4, Xbox One Switch e PC via Steam. E para os que já viram nosso preview do jogo, posso adiantar que essa análise será bem similar, pois basicamente nada mudou.

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Uma historia de exploração

A história em Windbound é cheia de mistérios onde você, uma jovem, é pega no meio de uma tempestade enquanto guiava seu barco no meio do mar. Com pouco sendo dito, você acorda em uma pequena ilha munido de uma faca e deverá pegar diversos itens para produzir equipamentos para sua sobrevivência incluindo um novo barco.

A arte em Windbound é deslumbrante e imediatamente lembra Zelda: Breath of the Wild com seus gráficos em cell shading. Seu objetivo principal, além de sobreviver, será construir e melhorar seu barco para que possa visitar as ilhas mais distantes e ativar um pedestal mistico que irá ajudá-lo a entender melhor a história do mundo, entender a relação de seu povo com o oceano e, consequentemente evoluir para novos cenários. Aqui temos uma clara similaridade com o filme Moana da Disney que segue a mesma temática.

O mundo conta com um sistema de dia e noite e é muito bonito ver um dia ensolarado, o pôr do sol e a lua refletindo na água. Inclusive os animais do mundo são afetados por esses sistema onde a noite ficam dormindo e é possível passar sorrateiramente por eles.

E caso esteja pensando que os visuais ao longo do jogo possam ser parecidos, não ache isso. Além das ilhas mudarem de tamanho e lugar a cada nova run, cada capítulo do jogo tem uma temática como ilhas tradicionais, pântanos, diversos tipos de florestas e mais.

Construindo em Windbound

O craft em Windbound certamente é a parte mais importante do jogo. Sua lógica é a mesma dos jogos que temos no mercado. Iremos achar novos itens e com o tempo teremos novas receitas.

É possível fazer novas ferramentas, diversas armas e claro, ir constantemente criando e melhorando seu barco. A medida que fizer novos itens, irá poder explorar ainda mais as ilhas e iniciar um ciclo de coleta de material novo, novas receitas e novos itens disponíveis.

A crítica para essa parte é que falta um guia para alguns itens que pode fazer e como fazer. Darei dois exemplos. O primeiro vai para a fogueira. Seu uso, além de iluminar uma área, serve para cozinhar a carne dos animais. Porém, ao pegar lama, é possível evoluir para uma espécie de forno de barro. Mas para que ele serve? Só construindo para saber. E com isso ele perderá a utilidade da fogueira e você não sabe se poderá ou não fazer os itens dessa nova construção. Ou seja, material e tempo perdido.

O outro exemplo vai para a construção dos itens de seu barco. Em certo momento será possível montar uma jangada e juntar a duas canoas fazendo uma estrutura maior e mais resistente. Porém, o que vai aonde? Você tem que ficar tentando encaixar as peças para ver o que pode ser feito. Felizmente na parte do barco, é possível desmontar tudo e pegar seus recursos.

E falando em barco, é muito interessante você ver como ele cresce e acaba virando sua base móvel. É possível deixar opções de bolsas para levar, colocar fogueira, forno e muitas coisas nele.

Windbound é um bom jogo, mas só isso

Se você for um fã de exploração, craft e de água, irá adorar Windbound. Ele tem todas as opções tradicionais de um jogo nesse estilo e gráficos extremamente agradáveis.

Porém, não espere mais do que isso. Como mencionei, algumas de suas mecânicas são um tanto complexas e concluídas no achismo. A trilha sonora é outro ponto que não se destaca tendo cerca de 4 a 5 músicas para momentos específicos.

Faltou um algo a mais no jogo para que ele pudesse se destacar, mas mesmo assim ele ainda entrega uma experiência sólida.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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