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Análise: CrossFire Legion é um RTS clássico

Guilherme Segal ·

A desenvolvedora Blackbird Interactive e a distribuidora Prime Matter lançaram um game de estratégia que nos coloca em uma guerra futurista. Será que sobreviveremos aos campos de batalha? Venha conferir o que achamos em nossa análise de CrossFire Legion.

O game já está disponível para PC via Steam e não conta com legendas e interfaces em PT-BR.

Clássica história de guerra

CrossFire Legion possui um enredo bem simples e genérico. O mundo se encontra em conflito entre duas facções que tem como objetivo implementar suas próprias ideologias. Primeiramente temos o Black List, uma companhia privada de militares que alega lutar pelas nações menos privilegiadas do planeta. Com isso, eles pretendem criar uma sociedade com direitos igualitários para todos.

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Análise: CrossFire Legion

Enquanto isso, o grupo Global Risk é uma coligação governamental de nações que lutam para manter o controle do planeta e seus recursos. Com isso, lutam para manter a paz e a ordem.

Análise: CrossFire Legion

No entanto, no meio desse conflito, um terceiro grupo desconhecido surge: o New Horizon. Um sindicato de corporações privadas que tem como objetivo transcender os limites da humanidade através do avanço, implementação e integração de inteligência artificial em todos os aspectos da humanidade.

Análise: CrossFire Legion

Unidades, tiros e explosões bonitos. Clipping que gera estranheza

Falando do visual do game, ele está muito bonito e bem-feito. Suas unidades são bastante variadas, tanto na aparência quanto em suas animações. Porém, o maior destaque são os efeitos especiais. Os tiros e explosões são muito bonitos. Inclusive, os desenvolvedores pensaram no impacto dos tiros nas unidades. Ao serem atingidas, é possível notar que elas perdem um pouco a estabilidade, se balançando para trás, para frente e para os lados.

A ambientação e as estruturas também não ficam de fora dessa. Enquanto se desenvolvem vemos a estrutura crescendo e se abrindo até chegar na sua etapa final. O efeito delas sendo destruídas também são ótimos. No entanto, na minha opinião, essa atenção aos detalhes ficaria ainda mais empolgante se fosse colocado efeitos de danos e as ruínas fossem mantidas até algo ser construído por cima, trazendo mais imersão ao game.

Porém, nem tudo me agradou tanto. O game tem algo que quebra boa parte da imersão que é um péssimo efeito de clipping. Não entendam errado, ele existe, porém é muito mal utilizado. Algumas unidades grandes conseguem ‘engolir’ as menores, da mesma forma que elas ficam entrelaçadas quando juntas, criando uma verdadeira massa de soldados, tanques e aviões.

Jogabilidade clássica dos antigos jogos de estratégia

Como já mencionado, CrossFire Legion é um game que bebe muito dos RTS clássicos. Temos o controle básico de botão esquerdo para selecionar, botão direito para atacar. Já no teclado, tempos atalhos que auxiliam na seleção rápida de grupos, uso de habilidades e outras ações. No geral, temos uma base principal que pode ser construída apenas próximo a depósitos de recursos, que são apenas dois: combustível e material. Cada depósito de materiais pode ter até 10 unidades construtoras fazendo sua coleta – um número maior pode ser utilizado, mas não aumentará a taxa de coleta. Enquanto a de combustivel pode ter até 5.

As construções são bem tradicionais também. Temos barracas para criar soldados, garagem para veículos e aeródromos para unidades aéreas. Contamos também com outras construções defensivas, de pesquisa e para aumento populacional. Todas são feitas pelos construtores, mas que não ficam presas a elas. Uma nave desce com um ‘kit’ da construção e ela vai se desenvolvendo sozinha.

No combate, nossas unidades possuem finalidades e alvos mais específicos. Sendo, por exemplo, mais eficientes contra alvos aéreos, ou unidades leves. Algumas possuem efeitos que podem ser pesquisados, como deixar o alvo mais lento ao atingi-lo, ou habilidades ativas que precisam ser acionadas manualmente como, por exemplo, um arpão que traz unidades aéreas para o chão, tornando-as alvos para unidades terrestres. Além disso tudo, temos a opção de escolher – no custom game – qual general e qual unidade ocuparão espaço em nosso exército, criando uma variação tática muito bacana.

O áudio é um dos maiores destaques de CrossFire Legion – Análise

Um dos pontos que o game brilha está em seu áudio. A começar por sua dublagem, que está presente de formas variadas em todas as unidades. Cada ação gera um clássico comentário em resposta. Essa dublagem também está bem encaixada nas cutscenes e os dubladores utilizados conseguem trazer vida e personalidade aos seus personagens. Junto disso, temos os efeitos sonoros que também estão muito bons. O barulho das explosões, tiros e impactos convencem-nos de que estamos em um campo de batalha. Embora sua trilha sonora não tenha muito impacto ou destaque, ela está condizente com a temática futurista do game e ajuda a empolgar nos momentos de ação.

Análise: CrossFire Legion

Conclusão de nossa análise de CrossFire Legion

CrossFire Legion se mostrou um game divertido, com boas variações e com um toque de nostalgia. Sua história é um pouco genérica e não traz grandes destaques, mas que também não desagrada. Enquanto sua parte visual está muito boa, o clipping das unidades acaba trazendo uma certa estranheza. A jogabilidade padrão que também remete a jogos antigos, como o clássico Command & Conquer, ajuda a trazer essa sensação nostálgica. Somado a isso tudo temos ótimos efeitos sonoros e dublagens. Resumindo, CrossFire é um bom jogo de estratégia que facilmente agradará aos fãs do gênero.

Essa análise de CrossFire Legion segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.

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