Análise: Wild Hearts S

Anderson Mussulino ·

Lançado originalmente em 2023, Wild Hearts foi a nova aposta da Koei Tecmo, em parceria com a EA, para um jogo de caça ambientado no Japão antigo, onde criaturas chamadas kemonos existem e colocam em risco a vida das pessoas que ainda estão se reerguendo após uma guerra. Enquanto os samurais estão ocupados se enfrentando, cabem aos caçadores o papel de enfrentar essas criaturas. Eles portam uma tecnologia ancestral capaz de erguer diversas construções e esse é o grande diferencial do jogo.

Agora, em 2025, temos o lançamento de Wild Hearts S, que, em resumo, é a versão para Nintendo Switch 2. Mas será que ela oferece uma experiência melhor do que o jogo base?

Aproveite e compre Wild Hearts S em nossa parceira Nuuvem

Siga no TelegramReceba as principais notícias direto no seu Telegram.
Entrar no canal

Quais são as novidades?

Se você busca uma análise completa do jogo, falando principalmente de sua história e mecânicas pode conferir o review feito da versão de Playstation 5. Nesta análise o nosso foco será exclusivamente as diferenças que vieram na versão do Nintendo Switch 2 e se ela vale a pena.

Dito isso, vamos primeiro destacar quais são as novidades que Wild Hearts S apresenta. Provavelmente, a maior delas é que, em vez de apenas três jogadores no modo online, o jogo agora comporta até quatro jogadores. Além disso, houve um balanceamento nas armas e armaduras para facilitar o progresso nas missões mais difíceis, e os kemonos agora não fogem com tanta frequência como na versão original.

Fora essas mudanças, Wild Hearts S não apresenta novas armas ou armaduras, o que faz com que as principais diferenças fiquem mesmo no balanceamento e na experiência online.

Gráficos inferiores e desempenho problemático

Já sabemos que o Nintendo Switch 2 é, em termos de desempenho, equivalente a um Xbox Series S. Ainda assim, vimos casos de ports que conseguiram se sair muito bem no console da Nintendo, como Cyberpunk 2077 e Hogwarts Legacy. Infelizmente, Wild Hearts S não consegue demonstrar a mesma competência em entregar uma experiência satisfatória com bons gráficos e uma taxa de quadros consistente.

Primeiramente, vamos falar dos gráficos, que já apresentavam falhas em sua versão para PlayStation 5. Infelizmente, os visuais de Wild Hearts S conseguem ser ainda mais problemáticos, com sombras extremamente sólidas, texturas de baixa qualidade, inúmeros efeitos visuais ausentes e uma pelagem das feras que se mostra rígida como pedra.

Outros problemas envolvem a imersão dos ambientes, especialmente nas áreas com neve, onde ela muda de direção conforme o movimento da câmera, além da constante queda de FPS. Em diversos momentos, a sensação é de que o jogo está abaixo dos 30 quadros por segundo, mesmo que, em teoria, o Switch 2 tenha capacidade para alcançar 60 com relativa facilidade, considerando as tecnologias que o console oferece.

A real impressão é que não houve um esforço para aproveitar os recursos do Switch 2 e otimizar a experiência. Em vez disso, parece que apenas cortaram efeitos, texturas e o que mais fosse possível para o jogo simplesmente rodar no console. Algo semelhante ao que vimos em Toukiden 2 no PS Vita, que era claramente inferior a Toukiden Kiwami, feito originalmente para o portátil.

Jogando no Nintendo Switch 2

Como era de se esperar, Wild Hearts S não faz uso dos diferenciais dos controles do Nintendo Switch 2, apesar de ser possível mirar com o arco e flecha utilizando o giroscópio do controle. No entanto, não espere usar os Joy-Cons como um mouse ou aproveitar os sensores de movimento para realizar ataques.

Jogá-lo no modo TV ou no modo portátil ainda proporciona uma experiência agradável, especialmente no portátil, por remeter à era de ouro dos jogos de caça lançados para o PSP, PS Vita e 3DS, o que pode despertar nostalgia nos fãs do gênero. Obviamente, a experiência seria bem melhor se não fosse pela queda constante na taxa de quadros.

Experiência online no Switch 2

O fato de ser possível jogar com até três outros jogadores torna a experiência online ainda mais proveitosa, especialmente considerando que isso facilita os confrontos contra os kemonos. Infelizmente, não há suporte para crossplay com jogadores das versões de PS5, Xbox ou PC, o que limita a experiência apenas aos usuários do Nintendo Switch 2.

Além disso, o jogo não conta com nenhum sistema próprio de chat por texto ou voz, tornando o uso do chat do próprio console essencial caso você queira jogar com amigos.

Conclusão da Análise de Wild Hearts S

Wild Hearts S traz atualizações pontuais que beneficiam a experiência de jogo, como o suporte a quatro jogadores no modo online e ajustes de balanceamento que tornam certas batalhas menos frustrantes. Essas mudanças, embora bem-vindas, não são suficientes para compensar os sérios problemas técnicos da versão para Nintendo Switch 2. O desempenho inconsistente, com quedas perceptíveis na taxa de quadros, texturas simplificadas e sombras mal resolvidas, compromete a imersão, especialmente considerando o potencial gráfico do console.

A sensação é de que o port foi feito com cortes excessivos, sem explorar os recursos do hardware, resultando em uma experiência inferior até mesmo a ports bem-sucedidos de jogos mais exigentes. Apesar disso, para jogadores nostálgicos e fãs de jogos de caça no estilo portátil, ainda pode haver algum valor na proposta. Desde que estejam dispostos a relevar as limitações visuais e técnicas.

Essa análise de Wild Hearts S segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

NewsletterReceba as últimas notícias de games no seu email.
56 Nota

Wild Hearts S

Mediano

Wild Hearts S chega ao Nintendo Switch 2 com boas melhorias no modo online e balanceamentos que facilitam o gameplay, mas tropeça feio no desempenho técnico e na qualidade visual, entregando uma experiência que poderia ser mais bem adaptada ao potencial do console.

Desenvolvedor Koei Tecmo
Publicadora Koei Tecmo
Lançamento 25/07/2025
Plataforma jogada Nintendo
Dublado PT-BR Não
Legendado PT-BR Sim
Cópia Cedida pela publicadora
Onde comprar

Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

Deixe um comentário