O RTX Spark, novo sistema em um chip da NVIDIA, demonstrou um desempenho expressivo em testes de benchmark recentes. Em uma comparação direta utilizando o compilador Clang, o hardware superou o processador M5 da Apple por uma diferença de 54,13%. Os dados foram publicados originalmente por @lafaiel no X, indicando que a solução da NVIDIA é capaz de lidar com cargas de trabalho pesadas para desenvolvedores de software.

O chipset utiliza uma combinação de CPU Grace de 20 núcleos com a arquitetura de GPU Blackwell. No benchmark mencionado, o RTX Spark alcançou a pontuação de 43.149, enquanto o chip M5 padrão da Apple, que possui 10 núcleos de processamento, registrou 27.996 pontos. Essa vantagem se deve, em grande parte, ao número elevado de núcleos do processador da NVIDIA, que também permitiu que ele superasse com folga o processador Ryzen AI Max+ 395 da AMD.
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Performance do RTX Spark frente aos concorrentes
Embora tenha vencido o modelo base da Apple, o RTX Spark ficou ligeiramente atrás das versões Pro da linha M5. A variante de 15 núcleos do M5 Pro marcou 46.374 pontos, sendo aproximadamente 6,95% mais rápida que o chip da NVIDIA. Quando comparado ao M5 Pro de 18 núcleos, a diferença aumenta, com o hardware da Apple sendo 21,78% superior ao atingir a marca de 55.165 pontos.
Outro comparativo relevante envolve o Intel Core Ultra 9 285HX. O processador da Intel conseguiu superar o RTX Spark por uma margem estreita, porém operando em uma faixa de consumo de energia significativamente maior. Enquanto o processador da Intel possui 24 núcleos e demanda alta voltagem para manter suas frequências, o chip da NVIDIA mantém uma eficiência energética superior por ser baseado na arquitetura ARM.
Aplicações práticas e jogos AAA
Além do foco em produtividade e desenvolvimento, o RTX Spark tem demonstrado capacidade para rodar jogos de alto orçamento de forma fluida. O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, demonstrou recentemente títulos como Forza Horizon 6 e 007 First Light sendo executados em laptops equipados com este silício. Um ponto de destaque é a capacidade desses dispositivos manterem o desempenho estável mesmo quando operando apenas com a energia da bateria.
A arquitetura Blackwell integrada ao SoC permite que tecnologias de reconstrução de imagem sejam aplicadas com eficiência, aproximando a experiência de laptops finos à de desktops de entrada dedicados. Embora o RTX Spark utilize designs de CPU ARM que não são da geração mais atualizada, a otimização de software e a alta contagem de núcleos compensam essa escolha técnica em cenários de multitarefa e compilação de código de larga escala.
Os resultados reforçam a estratégia da NVIDIA em expandir sua presença para o mercado de processadores centrais com foco em eficiência e inteligência artificial. Com a integração direta entre CPU e GPU no mesmo silício, o chip elimina gargalos tradicionais de comunicação de dados, o que justifica os números robustos apresentados nestes primeiros testes de desempenho real.
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