A solução para jogos competitivos no Windows on Arm
O novo chip RTX Spark da Nvidia vai permitir que softwares de anti-cheat e DRM funcionem de forma nativa em dispositivos Windows on Arm. Essa mudança resolve um dos principais obstáculos para jogadores na plataforma, que até então eram impedidos de acessar títulos populares como Fortnite e Valorant devido a restrições técnicas das ferramentas de segurança e proteção de direitos digitais.
Até agora, a maioria dos jogos para Windows é desenvolvida para a arquitetura x86. Ao rodar em processadores Arm, esses softwares precisam passar pela camada de tradução Prism, da Microsoft. No entanto, ferramentas de proteção como o Easy Anti-Cheat e o BattlEye exigem acesso direto a componentes de baixo nível do sistema operacional, algo que a emulação comum não permitia. Com o lançamento do RTX Spark, a Nvidia e a Microsoft trabalharam diretamente com desenvolvedores para garantir que essas ferramentas rodem nativamente, mesmo que o jogo em si ainda passe pela tradução de código.
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Parcerias com Easy Anti-Cheat e BattlEye
De acordo com informações divulgadas em um comunicado oficial no blog oficial do Windows, a iniciativa conta com o apoio de gigantes como Epic Games e a equipe por trás do BattlEye. A integração nativa do Denuvo também foi confirmada, garantindo que títulos protegidos por DRM também tenham compatibilidade imediata com o hardware sem impedir o carregamento do sistema.
A Nvidia afirmou que o foco inicial é garantir que o catálogo profundo de jogos de PC, incluindo o aplicativo Xbox, esteja disponível integralmente. Embora a execução de jogos via emulação geralmente resulte em perda de desempenho, o suporte nativo ao anti-cheat é o primeiro passo essencial para que o jogo sequer consiga iniciar no sistema. Sem essa compatibilidade, o acesso aos servidores online desses títulos permanecia bloqueado para usuários de dispositivos portáteis e laptops com essa arquitetura.
Comparação com o mercado e o cenário atual
Diferente do que ocorreu com a linha Snapdragon X da Qualcomm, que não recebeu investimentos massivos para esse tipo de portabilidade de segurança, o RTX Spark utiliza o peso de mercado da Nvidia para atrair desenvolvedores. A empresa possui os recursos necessários para convencer estúdios a adaptarem suas ferramentas de proteção para a nova arquitetura, algo que o mercado de jogos em outros sistemas operacionais ainda enfrenta dificuldades para consolidar.
Embora a Epic Games tenha adicionado suporte nativo ARM64 para dispositivos Snapdragon no ano passado especificamente para o Fortnite, a solução da Nvidia é mais abrangente. O objetivo é criar um ecossistema onde o Windows sirva como o unificador entre as arquiteturas Arm e x86, sem as limitações impostas por softwares de segurança de terceiros. No momento, o foco está na compatibilidade das ferramentas de proteção, mas a expectativa é que o desempenho da plataforma incentive estúdios a lançarem versões nativas completas de seus jogos, eliminando a necessidade de emulação e maximizando a eficiência do chip.
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