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Cordura apresenta horror cooperativo em que seus aliados podem não ser reais

Novo título da Garage51 mistura mecânicas de extração com paranoia em uma mansão vitoriana gerada proceduralmente para PS5 e PC.

Bernardo Cortez ·

O terror psicológico de Cordura em mansões procedurais

A Garage51 divulgou o primeiro trailer de gameplay de Cordura, um título de horror psicológico cooperativo planejado para PlayStation 5 e PC. O projeto coloca até quatro jogadores dentro de uma mansão vitoriana com o objetivo de recuperar itens valiosos antes que o tempo se esgote e as portas se tranquem permanentemente. O foco da experiência está na tensão constante e na desconfiança entre os participantes.

O ciclo principal de jogabilidade envolve a extração das Rosas da Noite, minerais raros cobiçados por uma nova aristocracia decadente. De acordo com a página oficial do jogo no Steam, os jogadores assumem o papel de contratados que gerenciam trabalhadores em incursões perigosas. Cada missão acontece em labirintos gerados proceduralmente, o que significa que o layout da mansão, a localização dos itens e os perigos encontrados mudam a cada tentativa, exigindo adaptação imediata da equipe.

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Mecânicas de paranoia e sanidade em Cordura

O grande diferencial do título é o seu sistema de sanidade. À medida que o tempo passa e a escuridão avança, os trabalhadores começam a perder a percepção da realidade. Nesse estado, a própria mansão utiliza os corpos e as vozes dos companheiros de equipe para enganar os sobreviventes. A mecânica de mimetismo cria situações em que um aliado encontrado no corredor pode, na verdade, ser uma ameaça hostil disfarçada, forçando os jogadores a questionarem a identidade de seus parceiros.

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Para sobreviver, a comunicação é essencial, mas apresenta riscos. O jogo utiliza um sistema de rádio para manter contato entre os exploradores e a Sala de Controle. O jogador que permanece na base atua como suporte, visualizando o mapa e operando uma lanterna potente para guiar os companheiros. No entanto, o uso da luz e o barulho gerado pelas ferramentas de extração atraem criaturas que antes eram humanas, agora transformadas em cascas vazias controladas pela noite.

A morte em Cordura é permanente e punitiva. Se um trabalhador não conseguir escapar antes do encerramento do cronômetro da incursão, ele é devorado pelo labirinto e removido permanentemente da lista do jogador. O progresso é mantido através da coleta de moedas, que permitem realizar melhorias em brocas e armas de defesa. Essas atualizações aumentam a eficiência da coleta, mas incentivam os jogadores a assumirem riscos maiores em áreas mais profundas e escuras da propriedade.

Narrativamente, a obra explora um mundo onde o progresso tecnológico e o uso da iluminação elétrica fizeram a humanidade esquecer os horrores da noite, provocando uma reação violenta da natureza sombria. Com a exploração da substância Ambrosia como pano de fundo para a ganância humana, o jogo ainda não possui uma data de lançamento definida, mas está confirmado para os consoles da Sony e computadores.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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