O presidente da ADATA, Chen Li-bai, alertou que a escassez global de DRAM deve persistir pelos próximos dez anos devido ao crescimento desenfreado da inteligência artificial. Segundo declarações do executivo ao Commercial Times, a demanda por memórias está superando a oferta de forma tão significativa que o equilíbrio na cadeia de suprimentos é improvável antes de 2036.
Impacto da inteligência artificial na escassez de DRAM
A análise da ADATA surge em resposta ao ceticismo recente do mercado sobre a sustentabilidade do setor tecnológico. Li-bai defende que a bolha de inteligência artificial está longe de estourar e que a infraestrutura necessária para suportar essa tecnologia, incluindo armazenamento, energia e poder de processamento, continuará em expansão exponencial. Para o executivo, discussões sobre uma possível saturação do mercado só farão sentido após 2030, com projeções de demanda firme até meados de 2050.
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Atualmente, as grandes fabricantes de memórias, como SK hynix, Samsung e Micron, estão agindo com cautela em relação à expansão de suas capacidades produtivas. Embora existam projetos de novas fábricas, as empresas evitam inundar o mercado com oferta excessiva para proteger suas margens de lucro e garantir a estabilidade dos negócios. Essa postura conservadora, somada à prioridade dada aos chips de alto desempenho para servidores de IA, limita a disponibilidade de componentes para o mercado de hardware doméstico e PCs.
A situação é agravada pela verticalização da demanda, que afeta não apenas a DRAM, mas também memórias NAND Flash e toda a infraestrutura de suporte computacional. Mesmo com a entrada de novas fabricantes chinesas no cenário global, o ritmo de produção atual é insuficiente para mitigar o déficit tecnológico que o setor enfrenta no momento.
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