O vazamento massivo de dados da Valve ocorrido em agosto de 2026 expôs arquivos internos que revelam a existência de um jogo cancelado da franquia Scream. O projeto estava sob responsabilidade da Fatshark, estúdio sueco conhecido pelo desenvolvimento de Warhammer: Darktide e Warhammer: Vermintide. A descoberta aconteceu após a exposição de aproximadamente 12TB de dados antigos dos servidores do Steam, que incluíam protótipos e arquivos de desenvolvimento nunca lançados publicamente.
A proposta de terror multiplayer da Fatshark
De acordo com informações compartilhadas pelo usuário fellarobux no X, o título era um jogo multiplayer focado na figura do Ghostface. Os arquivos indicam que a build final do protótipo foi concluída em fevereiro de 2011, período que coincide com os meses que antecederam o lançamento do filme Scream 4 nos cinemas. A análise dos dados sugere que o software não era um jogo completo em produção avançada, mas sim um protótipo de apresentação criado especificamente para tentar garantir o licenciamento da marca junto aos detentores da propriedade intelectual.
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A jogabilidade apresentada nos arquivos brutos segue uma estrutura de terror, similar ao que foi popularizado anos depois por títulos de sobrevivência competitiva. Jogadores controlariam sobreviventes tentando escapar do assassino em cenários inspirados na franquia cinematográfica. No entanto, como a Fatshark aparentemente não obteve a aprovação final para o uso da licença, o projeto foi arquivado e nunca chegou a ser anunciado oficialmente pela empresa ou por qualquer distribuidora na época.
Evidências encontradas nos servidores do Steam
As provas da existência do jogo foram corroboradas por entradas no SteamDB, onde o aplicativo aparecia sob o identificador Depot 42151. Embora estivesse rotulado erroneamente como outro projeto da Fatshark em certas camadas de metadados, o nome Scream Prototype foi localizado nos registros históricos do banco de dados do Steam. O vazamento de 2026 permitiu que mineradores de dados acessassem esses arquivos antigos que estavam protegidos apenas por medidas de segurança obsoletas em um ponto de acesso público não verificado.
Até o momento, a Fatshark não comentou publicamente sobre a exposição desses ativos de 2011. A Valve também não emitiu comunicados detalhados sobre como o acesso não autorizado ao seu arquivo de 12TB ocorreu. O incidente destaca a quantidade de projetos experimentais que estúdios de médio e grande porte desenvolvem silenciosamente e que acabam descartados antes mesmo de serem revelados ao público geral.

