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Riot Games pune 300 mil contas por prática que afeta o ranking

Medidas severas atingiram usuários de League of Legends e VALORANT após expansão do sistema Vanguard para detectar irregularidades competitivas.

Bruno Degering ·

Ações da Riot Games contra a manipulação de ranking

A Riot Games revelou que quase 300 mil contas de League of Legends e VALORANT foram punidas recentemente por diferentes formas de manipulação de ranking. A ação é resultado direto de uma expansão no sistema de detecção do Vanguard, que agora identifica com maior precisão comportamentos que comprometem a integridade competitiva dos jogos.

De acordo com um comunicado oficial publicado pela Riot Games, as punições abrangem práticas como o uso de contas secundárias para enfrentar adversários de nível inferior (smurfing), o compartilhamento de contas para subir de elo (boosting) e a entrada em filas com jogadores trapaceiros para obter vitórias facilitadas (hitchhiking). Para a empresa, todas essas atividades são classificadas como trapaça direta.

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O papel do Vanguard na detecção de trapaças

O sistema anti-cheat Vanguard passou por atualizações significativas para lidar com o mercado de aluguel de contas e serviços de subida de ranking. Phillip Koskinas, chefe da equipe anti-cheat da desenvolvedora, explicou que a tecnologia agora utiliza uma camada de classificação capaz de identificar quando os pontos de ranking de uma conta são obtidos por um jogador de nível técnico superior ao dono original.

As medidas punitivas variam conforme a gravidade da infração. Jogadores que se beneficiaram de manipulação tiveram seus elos revogados, enquanto casos considerados graves resultaram em suspensões temporárias das contas. Já os perfis identificados como smurfs ou comprados especificamente para essas práticas foram banidos permanentemente do ecossistema da desenvolvedora, sem possibilidade de recuperação.

Dados compartilhados pela empresa indicam que aproximadamente 9% das contas ativas diariamente em filas ranqueadas são perfis secundários. Contudo, a análise aponta que apenas metade desse volume, cerca de 4,5%, é composta por smurfs maliciosos que impactam negativamente a experiência da comunidade. A Riot Games reforçou que a manutenção de um ambiente justo é essencial para a longevidade competitiva de seus títulos e que roubar da comunidade é, em última análise, prejudicar a si mesmo.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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