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Análise: Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice é maravilhoso em doses homeopáticas

Leonardo Coimbra ·

Spirit of Justice é o mais novo capítulo da série light-novel de Ace Attorney (também podendo ser chamado de Ace Attorney 6). Para quem não sabe o que é uma light-novel, trata-se de um jogo onde você acaba sendo mais um observador do que um jogador e em certos momentos você interage com a história e toma certas decisões que podem ou não afetar o andamento do jogo.

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Objection

Em Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice, o jogo começa com uma pegada e localização completamente diferente do que estamos acostumados na série. O famoso advogado Phoenix Wright está viajando de férias por um país chamado Khura’in que é extremamente religioso. O jogo se passa exatamente 1 ano após os eventos de Dual Destinies (o último jogo da franquia até então).

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Aqui faço duas ressalvas sobre sua história (sem spoilers logicamente). A primeira é que o reino de Khura’in é extremamente religioso e eles odeiam advogados. Ou seja, Phoenix Wright deverá medir cada passo e argumento nos acontecimentos dessa terra, pois será rechaçado a cada suspiro e passo. A pressão e ódio contra ele serão inigualáveis e esse será o grande desafio.

Já a segunda ressalva é que o jogo amplia a si mesmo desfocando do Phoenix Wright e focando no escritório de advocacia. Ou seja, os casos serão distintos e tanto Phoenix Wright em Khura’in como seus discípulos nos EUA irão resolvê-los de forma independente.

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Got It

Algo que gosto muito na série é o senso de humor e animação e eles estão certamente presentes neste capítulo de Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice. No meio da fala e “ação” existem diversos trechos em que o jogo assume uma forma de anime que é magnífica e me faz pedir um anime totalmente dele.

Retornando para a parte do humor do jogo, é incrível ver a cara e reação de cada personagem depois de ter um argumento quebrado, de ter os espectadores do juri jogados contra você ou então fazer uma argumentação falha e levar uma punição por isso. As gargalhadas são garantidas.

Mas o jogo não se pauta somente na comédias. Muitas vezes você estará imerso no caso e na investigação e irá usar de argumentos que a princípio são insanos, e depois de terem sido provados, irão mudar todo o curso do julgamento. Esta parte é aonde a adrenalina vai a mil.

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Take That

Quem já jogou os jogos da franquia, em especial o último Dual Destinies, saberão o que encontrar no jogo. Ele basicamente se divide em 3 partes:

1 – Procura de provas. Após acontecer algum assassinato, você deverá tocar em todo o cenário para procurar provas e poder se defender durante a sessão no tribunal.

2 – Busca de depoimentos. Além das provas físicas, você irá falar com muitas pessoas para colher seus depoimentos sobre o caso e entender o que aconteceu e a motivação do assassino.

3 – O embate durante o tribunal. Aqui que é a parte mais interessante do jogo. Você não só irá usar as provas e depoimentos coletados como irá blefar muito para tentar salvar o acusado. Não só isso, mas você usará as habilidades de cada personagem.

Como mencionei no primeiro tópico desta análise, Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice se desprende do Phoenix Wright e expande para o conceito de escritório de advocacia. Com isso, você poderá e irá usar muitos personagens que se consagraram pela série como o próprio  Phoenix Wright, Apollo Justice, Athena Cykes,  Maya Fey e muito mais.

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Guilty

Embora tenha elogiado muito o jogo até agora (e merecidamente elogiado), o jogo tem um problema que literalmente da sono. É sua falta de ritmo…

Durante a coleta de provas e julgamento, existirão momentos com texto, mas MUITO texto que certamente irão cansá-lo. E isso poderia ser parcialmente resolvido se existisse a opção de um auto play nos textos. Você ter que apertar o botão A para cada texto é realmente muito chato.

E isso foi o que inspirou o título. Caso tente jogar por horas seguidas você certamente ficará cansado, mas se jogar em pequenas sessões por dia, o jogo irá fluir de maneira espetacular.

Not Guilty

Após jogar Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice já posso afirmar que sou um fã da franquia. O seu senso de humor e animação dos personagens me fazem dar risadas reais. E aliado a isso é muito bom ver o desenrolar de cada caso e todos seus plot twists que fazem você ser amado em um momento e odiado em outro. Por fim tenho que dar a alfinetada da falta de ritmo. Infelizmente se você jogar por horas seguidas, o jogo te cansará muito. Para driblar este problema, basta joga-lo em doses homeopáticas que a diversão é mais do que garantida.

{{
game = [Phoenix Wright: Ace Attorney − Spirit of Justice]
info = [Lançamento: 08/09/2016]
info = [Produtora: (Capcom)]
info = [Distribuidora: Capcom]
plataformas = [3DS]
nota = [4/5]
decisão = [Recomendadíssimo!]
texto = [Spirit of Justice é mais um ótimo]
texto = [capítulo da série Ace Attorney]
positivo = [Veia cômica]
positivo = [História envolvente]
positivo = [Muitos Plot Twists]
negativo = [Falta de Ritmo]
negativo = []
negativo = []
}}

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

1 comentário

  1. Na verdade Light Novel é outra coisa, acho que você quis dizer Visual Novel.
    E não sei se tá sabendo mais foi lançado um Anime em Abril do ano passado de Ace Attorney.

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