Análise: REZ PLZ é um platformer intenso e desafiador!

Nicolas Togashi ·

REZ PLZ é um jogo cooperativo de plataforma, desenvolvido pela Long Neck Games, um estúdio pequeno de desenvolvimento de jogos. Sendo este seu primeiro projeto, o jogo traz um conceito bastante interessante e que faz com que os jogadores precisem quebrar suas cabeças para progredir na campanha. Com cinco distintos mundos e uma mecânica bastante interessante de matar o amiguinho para avançar na história, o game tem muito a oferecer.

O que é REZ PLZ?

Com uma temática medieval e gráficos em Pixel Art, o jogo permite que até dois jogadores adentrem masmorras repletas de inimigos e objetos que podem o matar a qualquer momento. No jogo somos apresentados a uma dupla de irmãos bruxos, Arcan e Zeph. Os dois têm sua vila desolada por um exército de monstros, e partem em busca de vingança contra as forças do Arcano Negro. No entanto, com uma incrível habilidade de ressurreição, os mesmos conseguem atravessar armadilhas e inimigos que estão espalhados pelos cenários!

REZ PLZ

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Passando por cinco mundos distintos, os jogadores precisam cooperar entre si para resolver quebra-cabeças complexos, colocando em risco amizades e muito tempo em jogo para conseguir atravessar as fases. Vale ressaltar que o jogo não conta com checkpoints durante as fases, e qualquer erro pode ser crucial para precisar reiniciar o nível.

Viver, morrer, repetir

A jogabilidade é um dos pontos altos do game. Com controles bastante precisos, os fracassos e os louros dependem exclusivamente da habilidade dos jogadores. Quando jogado em uma pessoa, é necessário controlar os dois personagens para avançar nos níveis. Mas o jogo fica realmente interessante quando jogado em duas pessoas. Com isso, é necessário que exista planejamento, comunicação e sinergia entre os jogadores para avançar no jogo.

As fases seguem um padrão bastante comum em jogos de plataforma. Ao início de cada capítulo do jogo, é apresentado uma nova mecânica aos jogadores. Com isso, os mesmos precisam utilizá-la de diferentes maneiras e atravessar o conjunto de cenários. Conforme progride, mais e mais desafios são apresentados, desde objetos diferentes no cenário que podem o aniquilar na menor das desatenções, até inimigos com padrões diferentes de movimentação e ataque.

Para tornar a experiência ainda mais intensa, no final de cada mundo existe um chefe que contempla a fase mais difícil e extensa dos capítulos. Nesses, é necessário colocar em prática tudo que foi praticado nas fases anteriores, e promove um desafio ainda maior. Além da pressão de possuir seis vidas, os jogadores precisam correr contra o tempo, avançar o nível de maneira rápida para evitar ser consumido pelo próprio cenário em colapso.

Juntos somos invencíveis! (Ou não)

Vale ressaltar que todo o jogo consiste em uma mecânica principal: Morrer. Os jogadores precisam servir como ponte, seus membros decepados podem ativar mecanismos e seus corpos em chamas podem acender tochas. Isso não é algo muito incentivado na maioria dos jogos, então parece estranho no começo arriscar uma das suas vidas para tentar progredir no cenário. Ainda, quando a fase é extensa e pela falta de checkpoints, chega a ser tensa a decisão de aceitar sua morte para o colega atravessar o nível.

No entanto, em uma era repleta de jogos ao estilo Souls, a morte se torna cada vez mais banal e acabamos nos jogando em ganchos, espetos e serras sem pensar duas vezes. O grande porém é quando essa jogabilidade passa a ser exaustiva, como quando perdemos todas as vidas e é preciso reiniciar a fase mais uma vez. Neste quesito, o jogo chega a ser um pouco duro ao forçar os jogadores a passar por todos os desafios que foram enfrentados naquele cenário, e pode desmotivar alguns jogadores.  Ainda, para deixar as coisas ainda mais difíceis, ao restar apenas um jogador e nenhuma vida extra, o cenário começa a escurecer e a própria morte passa a tentar ceifar a vida do personagem restante. Com isso, é necessário localizar uma vida extra o mais rápido possível para evitar o reinício do nível.

Pixel art e bastante rock!

A trilha sonora do game é repleta de rock, combinando com a estética medieval e jogabilidade intensa. A câmera foca em um jogador de cada vez, e isso pode ser alternado ao pressionar um dos botões do controle/teclado. Com isso, é necessária a comunicação entre os jogadores para evitar que a tela se mova ao outro personagem do nada. Visto que os dois personagens conseguem se movimentar pelo cenário em paralelo, qualquer descuido pode arruinar a progressão.

Por conta dos sprites seguirem totalmente a estética pixelada, existe uma certa nostalgia a jogos de plataforma desafiadores da era 16 bits. A trilha sonora, repleta de rock, torna a experiência ainda mais brutal e agressivas, combinando com o nível de violência que aparece no jogo. Desta maneira, o jogo casa seu visual com a jogabilidade hardcore, provocando uma ambientação perfeita para o mesmo.

REZ PLZ

REZ PLZ vale a pena?

Se você estiver disposto a passar horas jogando um plataformer bastante polido, repleto de desafio e repetições, REZ PLZ é uma experiência sem igual. Visto que o mesmo conta com dificuldade e gráficos nostálgicos, uma trilha sonora intensa e repleto de fases com diferentes mecânicas, o jogo é excelente.

REZ PLZ

O único problema? Prepare-se para perder horas (e até amizades) para enfrentar os cinco mundos presentes no game, visto que a dificuldade elevada pode não agradar a todos os jogadores. Ainda, não sendo possível criar checkpoints dentro dos cenários, é fácil se frustrar com algumas fases e colocar o game de lado.

REZ PLZ foi lançado para Xbox One, Nintendo Switch e PC (via Steam) no dia 15 de julho por US 14,99

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Nicolas Togashi

Graduado em desenvolvimento de jogos e aficionado por essa mídia, perde mais tempo jogando do que efetivamente utilizando a graduação para alguma coisa. Ama RPGs, e se esforça para ser um bom aliado nos jogos online.

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