Análise: Raji: An Ancient Epic a história dos deuses indianos

Bruno Degering ·

A pequena empresa Indiana Nodding Heads Games nos trás uma maravilhosa experiência com Raji: An Ancient Epic. O primeiro jogo da empresa que traz a tona todo o misticismo dos deuses Indianos em uma trama envolvente e cheio de aventuras.

Digamos que é um excelente inicio para a empresa.

Apesar de de já ter se visto em alguns jogos sobre a cultura Hindu não se vê tão profundamente como nessa experiência. Histórias mitológicas sempre são ricas e com certeza é um prato cheio para se retirar boas narrativas e foi aí que a o pessoal da Nodding Heads Games acertou em cheio.

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A História de Raji: An Ancient Epic

O jogo começa contando a história dos dois irmãos circenses (nem sei se assim se chama na Índia). Raji é uma acrobata e o irmão Golu um contador de histórias e manipulador de fantoches. Em um dia comum da vida deles enquanto Raji se apresentava para o público, Golu narra as histórias de demônios antigos e como os deuses os derrotaram quando de repente a história dele parece ser tornar real.

Golu é sequestrado pelos demônios e Raji precisa encontrar seu irmão que foi levado. Aqui começa aquele velho e bom clássico do bem contra o mal.

Dias depois após acordar, Raji recebe poderes especias e se torna a escolhida pelos deuses enquanto vai atrás do irmão para resgata-lo. A jornada é narrada por dois deuses que ficam conversando sobre os fatos e acontecimentos do jogo e torna a história muito interessante e cheia de conhecimento.

Como Golu é um titereiro (nome de quem manipula fantoches), a história é toda contada dessa forma e traz boas e bonitas cutscenes para o jogo sem precisar de uma alta produção gráfica.

Se for para fazer uma boa comparação com um grande jogo, Raji: An Ancient Epic nos faz lembrar e muito com Prince of Persia, já que nossa guerreira Raji é um acrobata e vira e mexe precisa escalar e fazer o famoso parkour pelo mapa.

A jogabilidade e a ambientação do jogo

O jogo não é muito grande e é dividido em áreas que parecem níveis. Essas mudanças de áreas são percebidas, porém, o jogo é bem fluído e conta com alguns puzzles, nada muito difícil.

A vista é por cima e o ambiente vai alterando a posição da câmera de acordo com a sua posição no mapa, tanto para você conseguir visualizar melhor as coisas como para te induzir e mostrar de alguma forma o caminho a seguir.

Como Raji é uma acrobata experiente, a fluidez em escalar, correr e se locomover acontece de forma confortável é simples sem trazer muitas complicações para quem joga.

Os comandos contam com alguns combos que o jogo lhe mostra já no tutorial do jogo, nada muito complicado, mas traz uma gama de opções como bater com golpe fraco e depois um forte, arremessar a lança, escalar paredes e cair acertando os inimigos entre outros.

Raji: An Ancient Epic ainda conta com uma pequena árvore de habilidades para melhorar e aumentar seu poder de ataque, já que os inimigos começam a ficar mais fortes, nesse ponto acabamos nos vendo cada vez mais aprofundados no jogo.

A ambientação também chama atenção, foi tudo muito bem feito e detalhado e realmente parece estar no coração da Índia. São cenários muito bem trabalhados, com grandes estatuas, palácios, um bonito fundo retratando cidades, portas bem ornamentadas e ilustrações nas paredes que com interação revelam um pouco mais da história.

Apesar de nunca ter visitado a Índia, o cenário logo te faz lembrar de cenas de filmes e jogos e logo você realmente se “sente em casa”.

Na parte de sons não se vê defeitos…

O jogo conta com uma excelente parte sonora e efeitos especiais, boas músicas e os barulhos das luta também são bem interessantes. Boa parte da imersão do jogo vem daí, principalmente da dublagem que se preocuparam em colocar inclusive o sotaque na narração dos deuses durante a gameplay.

Nos ambientes enquanto vaga sozinho procurando os caminhos é possível escutar sons dos animais e também algumas músicas que remetem ao território indiano e durante as lutas  música aumenta seu ritmo elevando assim a tensão de quem está curtindo a experiência do jogo.

Aqui vai meu mais sincero agradecimento a Nodding Heads Games em ter se preocupado em trazer a tradução para a nossa língua nativa, jogos como esse precisa de muita atenção e que o jogador acompanhe bem de perto a história para aproveitar tudo que o jogo realmente quer te passar.

Existe alguns problemas que podem e devem ser corrigidos…

Tive uma grande dificuldade de jogar o jogo no modo portátil do Switch, devido a imensidão dos cenários naquela pequena tela do console da Nintendo, ficaram muito pequenas várias coisas durante a aventura. Em certos momentos até mesmo a nossa querida Raji ficou pequena já que a câmera do jogo abre bastante para dar noção de quão grande são os locais visitados.

Mas o que mais incomodou mesmo foi durante a distribuição da arvore de habilidades, a HUD ficou tão pequena, mas tão pequena que ficou simplesmente impossível de ler o que estava escrito em algumas legendas na tela.

Como falei, é um problema a ser corrigido e tenho certeza que o pessoal da Nodding já deve estar trabalhando em algo.

Então querem uma dica? Enquanto não sair algo que conserte esse problema o ideal é joga o game na TV para realmente conseguir acompanhar algumas coisas da HUD, mas lembrando que a legenda do jogo não ficou ilegível e muito pelo contrário mesmo no modo portátil é facilmente compreensível tudo que está escrito.

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Conclusão

Raji: An Ancient Epic é um bom jogo, um pontapé inicial de uma empresa indie que realmente é de cair o queixo. Quando geralmente acompanhamos muitas empresas tendo dificuldades no início de suas carreias a Nodding Head Games conseguiu fazer um trabalho fantástico com o seu primeiro jogo.

É uma boa compra e merece atenção dos jogadores pelo mundo todo, não só pela boa experiência que jogo trás, pelo enriquecimento cultural de países e povos que não conhecemos, mas também para incentivar a entrada de empresas indies que com certeza acrescentam em muito no nosso universo dos games.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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