Análise: Alwa’s Legacy evolui e consolida a franquia

Bruno Degering ·

Alwa’s Legacy é, antes de mais nada, uma evolução de Alwa’s Awakening – o primeiro jogo da série, mais ligado a era 8 bits. Desenvolvido pela Elden Pixels, o mais novo jogo da franquia traz uma evolução gráfica e de jogabilidade desde seu primeiro jogo. Vamos à análise!

Uma evolução na arte e no gameplay em Alwa’s Legacy

Alwa’s Legacy é um jogo bem inspirado no mapa labiríntico de Metroid, onde você irá ganhar novas habilidades que darão a oportunidade de chegar em lugares antes impossíveis ou bloqueados. Aqui iremos passar por bosques clássicos, masmorras, castelos, bibliotecas e etc. Tudo com um belo pixelart e inimigos bem definidos com seus padrões. Como um jogo retrô deve ser.

A quantidade de jogos do estilo só cresceu nos últimos anos e, para se destacar em meio aos outros, é necessário não só ter uma boa ideia mas também saber implementá-la.

Siga no TelegramReceba as principais notícias direto no seu Telegram.
Entrar no canal

O mais novo jogo da Elden Pixels, decide sair da era do 8bits para algo mais 16 bits, trazendo mais fluidez em sua movimentação e inimigos mais elaborados. Aqui seu objetivo é seguir por onde o mapa lhe permite, tomando cuidado com os inimigos e armadilhas, alcançando novos cenários e destruindo chefões para chegar em novos lugares e por aí em diante.

Não posso dizer que Alwa’s Legacy tenta supreender, o jogo parece ter sido desenhado para ser o mais sólido possível, usando mecânicas já conhecidas e a velha história do “salvador / salvadora / Link” que irá aparecer para melhorar o mundo de alguma forma.

Uma progressão tímida porém assertiva

Seu objetivo principal é derrotar 4 grandes chefes e, para isso, irá usar todas as habilidades que for acumulando. Mover-se pelo mundo de Alwa’s Legacy não é sempre um passeio no parque. Em muitos casos é necessário mostrar sua habilidade com os comandos de jogos do gênero (que não possuem comandos tão maleáveis) e de desafios de plataforma enquanto desvia de projéteis.

O jogo ainda possui vários tipos de puzzles, que quebram a parte corrida de ação, e trazem mais seu raciocínio para o primeiro plano. Resolvendo tais desafios e puzzles, você obterá orbs que poderão ser gastos para melhorar suas habilidades. Se antes sua habilidade consistia em construir um bloco para subir em cima, agora poderá atacá-lo para que ele vá em direção a um inimigo. Ou então ganhar a habilidade de tacar poderes de fogo nos adversários. A cada evolução uma de suas habilidades se transformará em algo mais forte e útil para sua aventura.

Conclusão

Alwa’s Legacy não se arrisca em nada novo mas entrega, de maneira sólida, tudo que se propõe. Isso demonstra o crescimento da equipe da Elden Pixels, que consegue entregar um jogo definitivo para a franquia. Amantes do gênero metroidvania irão se sentir em casa e curtirão seu tempo com o jogo. (se o objetivo não for achar algo novo nesse estilo de jogo)

O pixelart é um ponto alto do jogo e foi criado de maneira magnífica e criativa com seus cenários, inimigos e chefões. Deixo uma crítica para a protagonista: Zoe não tem um nível de carisma necessário para ser “comprada” pelos jogadores. Fica difícil se colocar em seu lugar e se envolver com o plot proposto. Ponto o qual Skelattack me prendeu do início ao fim, por exemplo.

A progressão do jogo funciona e você se sente sempre capaz de fazer algo novo em cada atualização. Com isso, Alwa’s Legacy entrega um jogo bom para aqueles que curtem sua escolha de arte, seu gênero e querem um novo metroidvania para sua prateleira digital.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

NewsletterReceba as últimas notícias de games no seu email.

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

Deixe um comentário