Análise: Kao the Kangaroo traz nostalgia em plataforma 3D

Bruno Degering ·

Kao the Kangaroo é uma franquia de videogames de plataforma 3D que estreou em 2000 com sua primeira edição para PC e Dreamcast. O jogo também teve uma adaptação 2D para o Game Boy Advance. Nessa análise de Kao the Kangaroo, vamos ver como foi o retorno desse mascote inspirado em grandes nomes do passado como Banjo e Kazooie, Mario 64 e Croc.

A análise do jogo foi possível graças a um código cedido pela distribuidora, a qual agradecemos a parceria e confiança. O games está disponível para PS5, Xbox Series X/S, PS4, Xbox One, PC e Switch com legendas em PT-BR.

História e a nova geração da família

Começamos o jogo controlando Kao Júnior, o filho de Kao, vestindo as luvas de boxe amaldiçoadas de seu pai e partindo em uma aventura própria. Vivendo na Ilha Hopalloo, Kao sai em busca de sua irmã desaparecida e tenta desvendar o mistério em torno de todos os recentes acontecimentos em sua família. E é basicamente isso. Você passará por uma fase inicial que serve como um tutorial até grande demais para seus simples comandos e estará pronto para enfrentar cada uma das fases presentes no jogo.

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Para seguir, você deverá conseguir chaves o suficiente para conseguir abrir outros portais e assim enfrentar os estágios atrás de mais chaves – e por aí vai. Algo muito similar com o que conhecemos do passado e é sobre isso que falaremos em nosso próximo tópico.

Um jogo enraizado no passado, para o mal e para o bem…

Dois sentimentos reinaram durante o meu tempo na análise de Kao, The Kangaroo: nostalgia e um pouco de tédio. Nenhum dos dois trouxe somente bons ou maus sentimentos. Foi exatamente essa mistura que me fez querer ver mais do que a Tate Multimedia estava disposta a mostrar.

O game é enraizado a tudo que conhecemos de plataforma 3D dos anos 90. Isso vai desde a série de itens colecionáveis ​​obrigatórios e opcionais em cada área até os pontos de verificação. Sim, temos até mesmo que achar todas as letras que formam o nome KAO, em cada um dos mapas.

Além disso, temos saltos duplos, combos de um único botão, pisões enquanto pulamos e um monte de outras coisas que você já viu centenas de vezes antes. Toda a dinâmica dos jogos do passado estão aqui. E isso não é de todo mal não é mesmo?! Com certeza tem seu público… mas… aqui temos uma análise que precisa dizer para aqueles que buscam novidades: não aqui.

O que eu quero dizer é que Kao acerta e erra nas mesmas coisas que os jogos que usa como referência, até mesmo de sua própria franquia. A diferença é que estamos na era das atualizações, na dinastia dos patches de correção… onde não há mais desculpas para bugs e glitches, como antigamente.

As más referências ao passado

Até o momento desta análise de Kao, The Kangaroo, podemos dizer que o jogo ainda sofre com problemas de textura, sons e efeitos repetitivos que não se aplicam ao que está passando na tela. Como exemplo posso citar o barulho de água que é igual quando você bota um pé ou cai de uma grande altura. Além disso, o jogo também sofre de texturas de inimigos que simplesmente desaparecem quando morrem, efeitos que não aparecem se você estiver em uma plataforma e etc.

Outra coisa que tínhamos como referência no passado e que lutamos para que hoje em dia ainda seja um ponto de alto investimento nos jogos, é a trilha-sonora. Kao, The Kangaroo possui sim ótimas músicas, porém elas são raras e em alguns mapas você tem que prestar muita atenção para ouvir o que está tocando no fundo. Muitas vezes ela não aparece, não te guia, não dá o ritmo. As melhores músicas acabam sendo presentes nos Hubs do mapa e não quando você está de fato na aventura.

Conclusão

Kao, The Kangaroo, é visivelmente simples em sua execução. O sentimento é de estar jogando um remaster de plataforma 3D antigo.

Suas luvas de boxe amaldiçoadas adquirem qualidades diferentes à medida que você progride, e Kao se torna um canguru mais experiente, ganhando novas habilidades para manter o jogo fluindo. Embora isso seja muito importante para o curto jogo de cerca de 6 horas, não chega a ser algo inovador e nem complexo o suficiente para dizer que temos algo moderno.

E não entendam errado, Kao, the Kangaroo é um bom jogo que você muito possivelmente jogará até o final. Mas saiba que irá encontrar algo muito fiel aos amados jogos de plataforma 3D, em seus pontos positivos e negativos. Eu me diverti bastante no meu tempo com o jogo, tudo depende de sua expectativa.

Esta análise de Kao the Kangaroo segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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