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PGB 2026: jogadores temem impacto da IA no desenvolvimento

Pesquisa revela que 45,7% dos brasileiros se preocupam com a precarização criativa na indústria de games.

Bernardo Cortez ·

A 13ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB) revela que o consumo de jogos digitais no país entrou em uma fase de estabilização após o pico registrado em 2025. O levantamento indica que 75,3% dos brasileiros declaram jogar games eletrônicos, uma redução comparada aos 82,8% do ano anterior. O movimento é atribuído à regulamentação dos jogos de sorte, que permitiu uma distinção mais clara entre apostas e jogos digitais tradicionais no mercado nacional.

Impacto da inteligência artificial no PGB 2026

Um dos pontos centrais do estudo de 2026 é a percepção do público sobre a Inteligência Artificial (IA) Generativa. Segundo os dados, 45,7% dos entrevistados demonstram preocupação com a precarização do processo criativo e a possível perda de postos de trabalho na indústria. Além disso, 39,6% citam o receio com a violação de direitos autorais de artistas e 38,4% temem que a tecnologia resulte em jogos com menor qualidade técnica.

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Apesar das críticas éticas, a barreira de consumo é variável: 39,3% dos jogadores afirmaram que comprariam um título mesmo sabendo que parte considerável do desenvolvimento (como arte, dublagem ou textos) utilizou IA. Outros 40,9% responderam que talvez consumiriam esse tipo de produto, indicando que a aceitação depende da qualidade da obra final.

Migração para consoles e computadores

Embora o smartphone continue como a principal porta de entrada (44,1%), a PGB 2026 identificou um crescimento na adesão ao PC (21,1%) e aos consoles (24%). Esse movimento está diretamente ligado ao amadurecimento da Geração Z (16 a 29 anos), que agora representa 36,5% do mercado consumidor, superando os Millennials. Este perfil de jogador busca sessões mais longas, hardware dedicado e maior envolvimento com o cenário competitivo de eSports.

O estudo também destaca a preocupação com a preservação digital e a propriedade dos jogos. Com a redução da mídia física, 34,5% dos respondentes temem perder o acesso a jogos digitais adquiridos nos últimos anos. A nostalgia permanece como um fator relevante de consumo, com 62,6% do público afirmando que revisita títulos clássicos regularmente.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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