Durante a Gamescom Latam 2026, o Última Ficha teve a oportunidade de conversar com Artur de Oliveira, da AMD, sobre o papel fundamental da inteligência artificial no futuro dos games e como a empresa está posicionando seu hardware para essa nova era. Na conversa, Artur detalhou o impacto das novas tecnologias de upscaling, o sucesso estrondoso da linha high-end no Brasil e o compromisso da marca com os usuários de gerações anteriores.
A Era da Inferência e a IA nos Games
Para a AMD, a inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar o pilar do desenvolvimento de hardware. Segundo Artur, o papel da empresa é fornecer a base para o que ele chama de “era da inferência”. “Quando você fala em inteligência artificial, está falando em um processamento muito grande de dados. O gamer começa a ter ferramentas de IA nos jogos e, do nosso lado, nossos softwares foram desenvolvidos baseados em machine learning”, explica.
Essa evolução reflete diretamente na performance. Artur destaca que tecnologias como o FSR (FidelityFX Super Resolution) agora utilizam IA para prever cenários e melhorar a resolução de imagem de forma dinâmica. “O software vai aprendendo por si só, o que é uma diferença muito grande para o gamer. Mas, para usar essa tecnologia, ele precisa do hardware correto, como as placas da série 9000 e os processadores Ryzen adequados.”
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O Sucesso da Linha High-End e a Série 9000
Um dos grandes marcos da AMD recentemente foi a aceitação do público brasileiro em relação aos produtos de alto desempenho. A chegada da série Radeon 9000 (como a RX 9070 e 9060) quebrou recordes internos da companhia. “Nunca na história da AMD houve um produto com um lançamento com tanta venda no primeiro dia como a 9070”, revela Artur.
Para ele, isso demonstra um amadurecimento do mercado nacional e o reconhecimento da AMD não apenas em processadores, onde o Ryzen já é líder consolidado, mas também em GPUs. “Conseguimos o reconhecimento do público do segmento high-end. Agora vemos a parte de GPU também ganhando esse status de liderança.”
Vida Longa ao AM4 e a Transição para o AM5
Uma das maiores dúvidas da comunidade brasileira, que lida com constantes variações de preços, é sobre a continuidade do lendário socket AM4. Com quase dez anos de história, a plataforma ainda é a base de muitos setups no Brasil. Artur tranquilizou os usuários, garantindo que o suporte e a oferta de produtos AM4 seguem fortes, pelo menos, até o final de 2026.
“Sabemos do momento do mercado e, por isso, procuramos suportar o usuário no Brasil com soluções AM4. As vendas do Ryzen 9 5900XT, por exemplo, triplicaram de fevereiro para cá”, afirma. A estratégia é permitir que o jogador faça upgrades pontuais sem a necessidade de trocar todo o conjunto de placa-mãe e memória. No entanto, a transição para o AM5 segue a todo vapor: “A transição tem ocorrido de acordo com o planejado. Trabalhamos muito próximos aos fabricantes de placas-mãe para garantir que a migração para os novos Ryzen 7000 e 9000 seja o mais suave possível”.
O Futuro do FSR e o Ecossistema Aberto
Questionado sobre o futuro do FSR 4 e o suporte para placas de gerações passadas, Artur manteve o mistério, mas reforçou o compromisso da AMD com o modelo open source. Atualmente, mais de 200 títulos rodam customizados para a tecnologia da empresa, fruto de parcerias diretas com desenvolvedores.
O grande desafio da marca para o último ano foi justamente consolidar essas tecnologias e garantir que o custo-benefício fosse acompanhado de uma entrega técnica impecável. “Nossas soluções são abertas, e o investimento em software é o que ajuda a placa a performar melhor a cada dia”, conclui o executivo.
