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Hands-On: Yoshi and the Mysterious Book

Um dinossauro e um livro falante. Como isso pode dar errado?

Anderson Mussulino ·

Durante a gamescom latam 2026, tivemos a oportunidade de testar Yoshi and the Mysterious Book antecipadamente, graças a um convite oficial da Nintendo. Pudemos jogar o primeiro capítulo inteiro da campanha e já reunimos nossas primeiras impressões sobre a nova aventura do carismático dinossauro verde, aquele mesmo que é constantemente sacrificado pelo Mario para alcançar uma plataforma mais alta.

Uma aventura de descobertas e páginas encantadas

A trama de Yoshi and the Mysterious Book se desenrola na icônica Ilha dos Yoshis, quando um enigmático livro autodenominado “Professor N. Igma” surge pedindo ajuda aos nativos para catalogar os habitats da região. Nessa jornada investigativa, o jogador deve folhear as páginas do professor, identificar criaturas e ser teletransportado para dentro de seus ecossistemas para estudá-las de perto.

Cada habitat funciona como uma fase tradicional com jogabilidade de plataforma 2D. O grande charme visual acontece dentro do livro: a direção de arte muda drasticamente, adotando um estilo que simula desenhos feitos a tinta sobre um papel envelhecido. Foi uma jogada sensacional dos desenvolvedores, garantindo uma identidade estética única, lúdica e absurdamente bonita para o jogo.

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Muito mais do que um jogo de plataforma

Durante as fases do primeiro capítulo, pudemos notar que o coração do jogo reside nas interações com a fauna desse mundo fantástico. Cada criatura possui reações próprias ao cenário, ao Yoshi e aos outros animais. Descobrir como cada uma delas se comporta é essencial para coletar as estrelas espalhadas pelo mapa. Sendo assim, o jogador não enfrenta apenas desafios de pulos precisos, mas sim intrincados puzzles ambientais baseados na biologia de cada monstrinho.

Para ilustrar essa dinâmica, encontramos algumas mecânicas muito criativas:

  • Sapos: Criam bolhas flutuantes que o Yoshi pode usar como trampolim para alcançar áreas mais altas.
  • Criaturas-flor: Ao interagirem com o ambiente, fazem com que outras flores desabrochem pelo cenário, revelando novos caminhos ou itens.
  • Quebradores de pedra: Bichinhos robustos que ajudam a destruir rochas que normalmente impediriam o avanço pelo mapa.

Vale citar que o clássico movimento de engolir inimigos retorna com novidades. O Yoshi pode engolir criaturas e objetos para transformá-los em ovos arremessáveis, ou simplesmente carregá-los em suas costas, o que habilita o uso dos poderes desses animais de formas diferentes.

No fim das contas, Yoshi and the Mysterious Book brilha como um puzzle game disfarçado de plataforma, entregando desafios extremamente divertidos e perfeitos para quem busca uma jogatina relaxante.

Conclusão de Yoshi and the Mysterious Book

Neste primeiro contato durante a gamescom latam 2026, Yoshi and the Mysterious Book já demonstra que vai muito além de um simples jogo de pular em inimigos, apostando pesadamente em mecânicas de quebra-cabeça integradas à exploração.

A proposta de usar a fauna local para resolver problemas, somada a uma direção de arte inspiradíssima que alterna entre os mundos de papel e as fases tradicionais, cria uma experiência charmosa e cheia de identidade. Com um ritmo mais tranquilo e foco na observação e descoberta, o título se consolida como uma opção leve, porém muito envolvente. Embora ainda seja cedo para avaliar a complexidade das fases mais avançadas, as primeiras impressões deixam claro que o jogo tem potencial para se tornar mais um clássico imperdível dentro da franquia do dinossauro.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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