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Novo DRM da Sony pode ser, na verdade, uma proteção contra abusos em reembolsos

Investigação em licenças digitais indica que a obrigatoriedade de conexão online desaparece após o prazo de 14 dias para devolução.

Pedro Nogueira ·

Sony implementou recentemente mudanças silenciosas em seu sistema de gerenciamento de direitos digitais que geraram discussões sobre a preservação de jogos na plataforma. Segundo descobertas de um usuário no fórum ResetERA, a polêmica exigência de autenticação online a cada 30 dias para títulos adquiridos após março de 2026 está diretamente vinculada ao período de segurança para estornos financeiros.

O sistema funciona através da emissão de licenças temporárias no ato da compra. Ao analisar o comportamento do software em um console modificado, o investigador andshrew notou que o PlayStation instala automaticamente arquivos de licença para todo o conteúdo que a conta possui, independentemente de o jogo estar instalado ou não no armazenamento interno. Atualmente, novos jogos recebem uma licença válida por apenas 30 dias, em contraste com as licenças permanentes de duração indefinida emitidas anteriormente.

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A relação entre o DRM e o reembolso de 14 dias

A investigação sugere que a Sony utiliza essa trava para evitar a exploração de licenças durante o período em que o consumidor ainda pode solicitar a devolução do dinheiro. No ecossistema PlayStation, a janela padrão de reembolso para conteúdo digital é de 14 dias após a transação. O usuário relatou que, assim que esse prazo de devolução expirou em suas compras recentes, o sistema emitiu automaticamente uma licença de duração indefinida, eliminando a necessidade de verificação mensal obrigatória.

Essa mecânica de validação é distinta da praticada nos serviços de assinatura da empresa. Licenças do catálogo PS Plus Extra e Premium possuem validade fixa de 14 dias, exigindo renovação constante via internet, enquanto os jogos do nível Essential permanecem ativos enquanto a assinatura estiver vigente. A mudança para compras definitivas parece ser uma camada extra de proteção contra o uso indevido de contas em consoles que não estão configurados como principais, garantindo que o acesso offline só seja liberado após a confirmação final da venda.

Até o momento, a Sony não se pronunciou oficialmente sobre a alteração na validade das licenças iniciais, o que colocaria um fim as especulações. A descoberta traz um alívio parcial para usuários preocupados com a impossibilidade de acessar bibliotecas digitais offline a longo prazo, embora a existência de uma trava inicial ainda dependa de servidores ativos para a transição para a licença permanente. O cenário reforça o debate sobre propriedade digital, exigindo que os consumidores mantenham atenção redobrada sobre as políticas de uso e conectividade da plataforma.

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Pedro Nogueira

Formado em Administração e em GunZ: The Duel. Rei dos FPS e o Toretto dos jogos de corrida no site. O nerd/entusiasta do PC Master Race. Saudades de quando jogos focavam em ser bons jogos.

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