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EA conclui venda de US$ 55 bilhões na próxima semana

Fundo soberano da Arábia Saudita passará a deter mais de 93% das ações da empresa após aprovação regulatória.

Bruno Degering ·

A EA deixará de ser uma empresa de capital aberto na próxima terça-feira, 4 de agosto, quando sua venda bilionária será oficialmente concluída. De acordo com informações obtidas pelo Insider Gaming via documentos da SEC, a companhia recebeu todas as aprovações regulatórias globais necessárias para finalizar o processo de aquisição.

EA e os detalhes da venda de US$ 55 bilhões

A transação envolve um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, que conta também com a participação da Silver Lake e da Affinity Partners. O acordo de US$ 55 bilhões é caracterizado como a maior compra alavancada já registrada na história da indústria de entretenimento, sendo composta por US$ 36 bilhões em capital próprio e US$ 20 bilhões em novas dívidas estruturadas.

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Com a liquidação das ações, o PIF assumirá o controle de mais de 93% da organização. Mesmo com a mudança na estrutura societária, o comando executivo permanecerá inalterado sob a liderança de Andrew Wilson, que segue como CEO. Além disso, a sede administrativa da EA permanecerá fixada em Redwood City, na Califórnia, mantendo suas operações principais nos Estados Unidos.

Atrasos no fechamento e impacto nos estúdios

O anúncio inicial da fusão ocorreu em setembro de 2025, com a expectativa de que o negócio fosse encerrado até o fim de junho de 2026. Contudo, a complexidade das análises antitruste em diferentes territórios internacionais forçou um adiamento de um mês para a consolidação final dos termos. O cumprimento das condições de fechamento foi garantido após a satisfação de todas as exigências contratuais citadas nos registros oficiais.

O cenário gera apreensão interna devido ao alto nível de endividamento gerado pela operação. Desde o início das negociações no ano passado, a EA passou por sucessivas ondas de desligamentos. Profissionais vinculados a estúdios internos demonstraram preocupação com a possibilidade de novas reduções no quadro de funcionários como forma de mitigar os custos financeiros após a conclusão do negócio na próxima semana.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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