Resident Evil 7 teve detalhes significativos de sua produção revelados através de uma descoberta recente em um devkit de PlayStation 4. Um projeto de recuperação de dados conseguiu extrair arquivos de uma versão datada de março de 2017 da expansão gratuita Not A Hero, evidenciando que o conteúdo final lançado pela Capcom seguiu um rumo narrativo e de design completamente diferente do planejado originalmente.
Alan seria o chefe final de Resident Evil 7: Not A Hero
A revelação mais impactante deste material recuperado é a presença de Alan Douglas como o chefe final da expansão. No roteiro original, o colega de Mia Winters na organização The Connections, que no jogo final morre durante o naufrágio do navio Annabelle, retornaria para um confronto decisivo contra Chris Redfield. Esta versão descartada daria um fechamento mais direto aos eventos iniciados na campanha principal com o transporte da arma biológica Eveline.
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Além da mudança do antagonista, o destino de Lucas Baker também era diferente. Segundo as informações extraídas do devkit, o plano inicial previa que Lucas Baker fosse capturado vivo pelas forças da Umbrella e da BSAA, em vez de sofrer uma mutação e ser eliminado durante a exploração das minas de sal. Essa abordagem sugere que o personagem poderia ter sido utilizado como uma fonte de inteligência em futuras tramas da franquia, o que foi descartado na versão definitiva.
Resgate de soldados e diferenças estruturais
Outro ponto de divergência reside no destino do esquadrão de Chris Redfield. Enquanto na versão oficial da DLC os três soldados da BSAA capturados por Lucas acabam morrendo em armadilhas cruéis, os arquivos recuperados mostram que Chris seria bem-sucedido no resgate dos companheiros. A alteração para a morte dos soldados no produto final serviu para aumentar o tom de urgência e hostilidade do ambiente, reforçando a falha da missão em termos de preservação de vidas.
De acordo com o registro do projeto de recuperação publicado no canal de Sly no YouTube, esta build de março de 2017 reflete o período em que a expansão estava sendo desenvolvida por um estúdio terceirizado. A Capcom, descontente com a qualidade apresentada na época, optou por adiar o lançamento de Not A Hero por quase um ano para refazer grande parte do conteúdo internamente, resultando na versão que os jogadores conhecem hoje. O projeto de restauração de dados continua em andamento e existe a possibilidade de que partes desse protótipo se tornem jogáveis por meio de modificações no futuro.

