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Resident Evil: Vendas de mídia física no Playstation superam vendas totais no Xbox

Relatório aponta que receita física no PlayStation superou o faturamento digital e físico nos consoles da Microsoft.

Bruno Degering ·

Desempenho comercial de Resident Evil: Requiem nas plataformas atuais

Dados publicados por Rhys Elliott em boletim da Alinea Analytics revelam que Resident Evil: Requiem comercializou 1,3 milhão de cópias físicas no PlayStation. Esse volume gerou uma receita 1,8 vez maior do que a soma de todas as cópias digitais e físicas vendidas para o ecossistema Xbox, evidenciando uma disparidade significativa no comportamento de consumo entre as plataformas.

A comercialização de discos para o título da Capcom representa 15% de sua receita global total e 30,2% do faturamento gerado especificamente nos consoles da Sony. Embora o mercado digital continue em expansão, os dados indicam que produções focadas em experiências solo mantêm uma base sólida de consumidores que optam pela mídia física.

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Vendas físicas de Resident Evil: Requiem e o mercado japonês

O relatório também destaca outros títulos de peso. Marvel’s Wolverine registrou 800 mil unidades físicas de um total de 2,6 milhões de cópias, o que corresponde a quase um terço de sua receita total. Em contraste, jogos de esporte apresentam adesão mínima ao formato em disco, como demonstrado por FC 27, onde apenas 8,9% das vendas foram realizadas em mídia física.

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No Japão, a preferência por discos é ainda mais acentuada devido a fatores culturais. Jogos como Pragmata e Onimusha: Way of the Sword registraram aproximadamente 44% de suas vendas totais em formato físico. Como o mercado japonês responde por cerca de 12% do faturamento global desses títulos, o hábito de compra local exerce impacto direto nas estatísticas mundiais de distribuição.

A estratégia da Sony e a transição para o digital

Recentemente, a Sony lançou no Japão o PS5 Black, uma versão exclusivamente digital do console comercializada por US$ 350. O leitor de discos para este modelo é vendido separadamente por US$ 75, uma estratégia interpretada por analistas como um incentivo para que os usuários migrem definitivamente para as lojas virtuais. Ken Kutaragi, fundador da marca PlayStation, comentou que os discos se tornaram uma metáfora para a posse de jogos e que a resistência à sua descontinuação é uma questão de mentalidade.

Apesar do descontentamento de parte da comunidade, a Sony mantém os planos de reduzir a dependência de mídias físicas. Títulos como 007 First Light, Assassin’s Creed Black Flag Resynced e Crimson Desert já apresentam vendas físicas abaixo de 30% de seus totais, reforçando a tendência de digitalização, embora Resident Evil: Requiem ainda prove o valor comercial dos discos em grandes lançamentos.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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