Vantagem técnica da Sony no mercado de portáteis
A Sony pode ter garantido uma vantagem tecnológica significativa para o seu próximo console portátil, conhecido internamente pelo codinome Canis. De acordo com informações reveladas pelo Digital Foundry, a empresa possui uma exclusividade técnica no uso da arquitetura RDNA 5 da AMD para dispositivos móveis, o que pode deixar concorrentes diretos em desvantagem de desempenho.
Essa exclusividade não seria fruto de um contrato tradicional de proibição, mas sim de uma barreira econômica imposta pela AMD. Segundo Richard Leadbetter, a fabricante de chips passou a exigir compromissos de volume de produção extremamente altos, na casa de 10 milhões de unidades, para desenvolver processadores semi-customizados de nova geração. Atualmente, apenas a gigante japonesa estaria disposta a garantir tal escala para um hardware portátil dedicado.
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Especificações vazadas do projeto Canis
O novo dispositivo da Sony deve atuar como um companheiro para o futuro PlayStation 6. Vazamentos recentes indicam que o hardware será equipado com uma unidade de processamento que combina seis núcleos de CPU baseados na arquitetura Zen 6 com 16 unidades de computação gráfica RDNA 5. O sistema contaria ainda com 24 GB de memória LPDDR5X em um barramento de 192 bits, operando em uma faixa de consumo entre 15W e 25W.
Essa configuração permitiria ao portátil utilizar tecnologias avançadas do Project Amethyst, uma colaboração entre AMD e Sony que inclui recursos como Neural Arrays e Radiance Cores. Essas ferramentas são focadas em reconstrução de imagem via inteligência artificial e traçado de raios avançado, aproximando a experiência portátil do que é visto nos consoles domésticos de alta performance.
Impacto para Xbox e Steam Deck 2
A situação coloca outras fabricantes em uma posição delicada. Rumores sugerem que a Microsoft teria desistido de um chip customizado para seu suposto portátil de 2027 devido às exigências de volume da AMD, possivelmente optando por componentes padrão ou arquiteturas mais antigas, como a RDNA 4. O mesmo se aplicaria ao sucessor do Steam Deck, que poderia ser lançado com tecnologias gráficas menos robustas caso a Valve não consiga viabilizar a produção de um SoC exclusivo.
Embora a arquitetura por si só não determine o desempenho final, a integração profunda entre o software da PlayStation e o hardware customizado RDNA 5 daria à Sony uma base sólida para garantir retrocompatibilidade nativa e otimizações exclusivas que seus rivais teriam dificuldade em replicar no curto prazo.
