Análise: Shadow the Ronin -The Revenge to the Samurai

Leonardo Coimbra ·

Para começarmos a falar de Shadow the Ronin, é preciso enfatizar sua origem. Por dois motivos básicos: sabermos sob qual contexto deveremos pontuar nossas críticas e reconhecer o esforço vindo de uma “campanha” da Sony Playstation. Há alguns anos, com foco principal na Europa, a Sony promove o PS Talents, que simplificando, é um programa de incentivo a pequenas produtoras a desenvolver jogos, que por ventura são publicados e vendidos a baixo custo. Portanto, é muito importante destacar isso. Shadow the Ronin faz parte desse programa, vem de uma desenvolvedora pequena. Porém, não exime nossa crítica, pesada ou não, mas em compensação o contexto e o embasamento das críticas são todos sob um forte reconhecimento no esforço e trabalho dos produtores de entregar um jogo completo para Playstation 4.

O resumo

Não consegui identificar a história do jogo, o prelúdio é o próprio trailer. Para a leitura não ficar cansativa e repetitiva, vou evitar dizer a todo momento que compreendemos os motivos por faltarem tantos elementos no jogo. Então a princípio e pelo título acredito que a história seja sobre um Samurai que queria vingança sobre ninjas, já que é sabido que os ninjas no Japão feudal foram sim responsáveis por massacres a vilas de samurais a manda do próprio imperador japonês. Mas tem dragões também no jogo, o que também não é possível identificar o motivo.

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O jogo começa com você cavalgando em um cenário que seria bonito se não houvessem tantos problemas de renderização e frames, por que ele “pica” e trava a medida que você caminha. Sob essa circunstância você chega a uma cidade com duas garotas que te fazem lembrar gueixas, na neve e só de camisas, sem a parte de baixo da roupa, detalhes de dificultam o entendimento do sentido disso tudo. Sem nenhuma informação ou diálogo o jogo trava e você já vai direto pra uma espécie de campo de batalha.

Existem sim boas idéias

Aí começa a primeira boa ideia. Achei “charmoso” e nostálgico o estilo desse campo de batalha. Me lembrou bons jogos dos anos 90, principalmente de aviões, onde o “mapa” era marcado por pontinhos que eram a localização de seus inimigos. No caso de Shadow the Ronin os inimigos são os ninjas. É interessante você lutar em campo aberto, assim como achei extremamente interessante apenas UMA espadada ser mortal. Tanto a sua (que sai fogo não faço ideia do porque) ou a do inimigo. Convenhamos, não é o mais usual, mas é o mais real, se você toma uma “katanada” direto no peito você irá morrer. Apesar dessa ideia ter sido legal, o que é péssimo é não existir um botão de defesa. Complica bastante ficar vivo.

Mas ainda tem um ponto que torna a jornada ainda mais cansativa. Como é mapa aberto e grande, demora um pouco a encontrar o inimigo, que por sua vez te mata com uma espadada. Você morre e volta numa espécie de limbo separado por uma lagoa que você tem que nadar e andar tudo de novo pra levar outra espadada e morrer. Não dá assim. Pegando o gancho na boa ideia, seria legal que o jogo talvez fosse um modo “arcade”, onde realmente “tudo bem” morrer rápido, mas que eu volte para a ação com a mesma velocidade. Você fica mais tempo retornando da morte do que jogando, o que deixa a diversão inviável.

Além da morte real, e do campo de batalhas, eu poderia nomear mais uma boa ideia. Sempre bom termos samurais, ninjas e dragões juntos. Quem não gosta? Uma pena não ter sido explorado ao menos o motivo de tudo isso existir.

Tecnicamente…

Quanto as questões técnicas, dispensa comentários pelos motivos já descritos acima. Entendemos as dificuldades. Mas a impressão que foi passada é que foi feito muito esforço para um visual que não funcionou e todo o restante foi deixado de lado. Não há jogabilidade, apesar do botão quando é pressionado responder bem. Existe uma esquiva, mas como alguém de espada não pode usar a defesa? A câmera não acompanha a movimentação e existiu uma tentativa de marcação do inimigo moda “souls”, mas não funciona porque desmarca sem razões aparentes.

A música é a mesma, não muda. Os efeitos sonoros não estão sincronizados com os movimentos, apesar de que existe um elogio a se fazer quanto a isso. Interessante que quando você mergulha o som fica opaco, como se o cameraman mergulhasse com a câmera. Poxa, se atentaram pra isso e coisas mais importantes ficaram de lado, uma pena.

Como disse, o jogo faz parte da iniciativa Playstation Talents e é barato, R$41,50 para não assinantes da Plus e R$16,60 para quem assina o serviço. Você pode diquirir o jogo clicando aqui.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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