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Análise: ITORAH mira na simplicidade

Bruno Degering ·

Sempre que um novo jogo é lançado, todos ficamos esperançosos para ver algo realmente inovador ou no mínimo melhor do que o último jogo do gênero que jogamos. Isso nem sempre é uma realidade mas isso não deveria ser motivo de tristeza. Jogos com experiências consistentes são importantes para a indústria e até mesmo para a nossa maturidade como jogadores. E aqui que entra esta análise de Itorah. Um jogo simples, com ideias simples mas muito bem apresentadas.

Itorah foi desenvolvido pela Grimbart Tales e publicado pela Assemble Entertainment. Essa análise foi possível graças a um código enviado ao Última Ficha.

Do que se trata Itorah?

Itorah é um jogo de plataforma de ação 2D com uma estrutura metroidvania que te coloca no lugar de sua heroína homônima, a qual aparenta ser a última humana que sobrou do planeta. O que parece ser uma simples jornada de autodescoberta é frustrada por uma praga, e Itorah deve viajar pela terra para curar seu mundo. Como dito anteriormente, durante nossa análise de Itorah percebemos que em nenhum momento a galera Grimbat Tales quis trazer algo realmente novo.

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A jogabilidade de Itorah é focada em plataformas e combate básico. Você terá acesso a uma seleção limitada de ataques e ao longo de sua aventura ganhará novos movimentos e habilidade como todo metroidvania. Isso porque tais habilidades servirão para abrir novos caminhos. Porém, Itorah não te obriga a voltar várias vezes por caminhos conhecidos (o famoso backtracking), aqui temos um jogo muito mais linear onde você pode desviar sem caminho para ganhar mais atributos e ficar mais forte. Ou seja, quase tudo é opcional. Talvez você volte algumas vezes, ok…

Metroidvania-zinho?

Cada área principal serve como uma grande dungeon repleta de desafios e inimigos. Esse último falhou na variedade. Os inimigos tem poucas variações e, tendo um mapa razoavelmente grande, o game poderia ter ido além nesse ponto. Não só isso, mas não ter um fast travel é confiar demais na diversão que o jogador terá numa viagem a pé.. e adivinhe? Não há tantas coisas interessantes assim para ver, além dos mesmos inimigos.

A mecânica central é simples o suficiente para qualquer um entender, e não demora muito para você perceber que a simplicidade é a base de tudo aqui. Cenários, design de inimigos, sistemas de progressão da personagem e etc. Mais uma vez temos algo bom mas que não será lembrado por muitos.

E isso também acaba sendo a referências para os chefes que não são nada difíceis, pelo contrário, eram totalmente fáceis de vencer. Isso pode ser um ponto bem negativo para amantes do gênero metroidvania já que o mesmo é conhecido por ser algo muito mais desafiador e com padrões mais complexos a serem superados.

Por outro lado, Itorah pode ser uma porta de entrada para novos jogadores e para quem gosta de um combate rápido e combado, sem se descabelar para passar pelos desafios comuns desse vertente de jogos. Só não esqueça de seguir para os jogos mais clássicos depois disso.

Arte, gráficos e trilha-sonora

O elemento mais marcante do  ITORAH  é seu visual e sprites. Esse com certeza é o ponto alto do jogo. A equipe foi muito feliz em sua escolha de arte e design de ambientes e personagens. Tudo é de muito bom gosto e provavelmente será o motivo de Itorah ser lembrado no futuro.

A sua trilha sonora acompanha muito bem todos os momentos de calmaria e combate, mas não acho que seja marcante o suficiente pra ser considerado algo realmente diferenciado dos jogos do gênero.

Conclusão

No final das contas, Itorah é um jogo agradável, mas que buscou a simplicidade e provavelmente sabia onde queria chegar. O design de arte é de fato o ponto alto aqui e, talvez, se os desenvolvedores tivessem buscado uma narrativa mais marcante, Itorah poderia ser lembrado como algo sólido na indústria. Então fica aqui o apelo para a talentosa equipe da Grimbat Tales, da qual aguardamos novos jogos mais ambiciosos.

Jogue Itorah se estiver procurando uma experiência agradável e de baixo investimento. Para os experientes em jogos do gênero que buscam novos desafios, sua princesa está em outro castelo.

A análise de Itorah seguiu nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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