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PlayStation quebra silêncio após polêmica do fim dos discos; veja a reação

Empresa tentou retomar comunicações com anúncio de periférico, mas comunidade exige manutenção da mídia física para o futuro da marca.

Bernardo Cortez ·

Reação imediata à quebra de silêncio da Sony

A PlayStation retomou suas postagens oficiais em 7 de julho de 2026, encerrando um hiato de seis dias após o anúncio da transição total para o mercado digital. A marca utilizou seus canais para promover um novo periférico sem fio voltado para jogos de luta, mas a recepção da comunidade foi dominada por protestos contra a decisão de abandonar o formato físico. Em pouco tempo, a publicação registrou mais de 12 mil interações negativas, demonstrando a resistência dos consumidores ao novo modelo de negócios que deve ser implementado integralmente até 2028.

O perfil de preservação Does it Play foi um dos principais críticos, questionando o lançamento de hardware enquanto a empresa remove o direito de posse definitiva dos jogos. A revolta dos usuários está centrada na confirmação de que o PlayStation 6 será o primeiro console da Sony a não oferecer suporte nativo para discos, forçando a dependência absoluta da PlayStation Store e de servidores de licenciamento. A situação gerou um volume de comentários e compartilhamentos críticos que superou as métricas usuais de engajamento da marca.

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Histórico de licenciamento digital e insegurança dos fãs

A desconfiança dos jogadores é alimentada por episódios anteriores envolvendo a gestão de conteúdo digital pela Sony. Em anos recentes, a empresa enfrentou críticas ao remover filmes e séries das bibliotecas dos usuários após o término de contratos com estúdios parceiros, mesmo para aqueles que haviam pago pelo conteúdo individualmente. Esse precedente é utilizado pela comunidade para justificar o receio de que, sem a mídia física, o acesso a bibliotecas inteiras de jogos possa ser revogado sem aviso prévio ou possibilidade de recuperação.

A movimentação atual remete ao anúncio de 2021 sobre o fechamento das lojas do PlayStation 3 e PS Vita. Naquela ocasião, a pressão massiva do público forçou a diretoria a recuar na decisão, mantendo os serviços ativos. No entanto, analistas apontam que a transição planejada para 2028 parece mais consolidada, com relatos de que fábricas de discos no Japão já iniciaram a adaptação de suas linhas de montagem para outros tipos de componentes eletrônicos.

Migração para outras plataformas e petições

Como forma de protesto, uma petição pública exigindo a manutenção dos discos já ultrapassou 170 mil assinaturas. Parte dos usuários afirma que a ausência de um leitor físico no PlayStation 6 é o fator decisivo para abandonar o ecossistema da marca. Muitos declaram que pretendem migrar para o PC, onde plataformas abertas permitem o uso de softwares sem travas de gerenciamento de direitos digitais e oferecem maior controle sobre o armazenamento de títulos clássicos.

A Sony ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de um modelo híbrido ou de um leitor de discos externo para a próxima geração, focando na nova infraestrutura de nuvem e distribuição digital. Enquanto as redes sociais da empresa continuam sendo alvo de críticas, o mercado aguarda um posicionamento que possa acalmar a base de fãs que preza pela propriedade física de seus títulos.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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