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PlayStation no PC visava alcance de marca e não lucro, revela Shawn Layden

Ex-executivo explica que o foco era expandir o conhecimento sobre as franquias para além dos donos de console.

Leonardo Coimbra ·

O objetivo por trás dos ports para PC

Shawn Layden, antigo presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment America, detalhou os bastidores da estratégia que levou as franquias da PlayStation aos computadores. Em participação no podcast do canal PlayStation Inside (PSI), o ex-executivo afirmou que a decisão de levar títulos como Horizon Zero Dawn e God of War para o PC nunca teve o lucro direto como prioridade principal.

Segundo Layden, o movimento buscava aumentar o que ele chama de “mindshare”, ou o reconhecimento de marca. A ideia era apresentar os universos e personagens criados pela Sony para um público que normalmente não teria contato com o ecossistema do console. Layden explicou que essa expansão tornou-se ainda mais vital conforme a empresa começou a adaptar suas propriedades intelectuais para o cinema, televisão e histórias em quadrinhos, exigindo um alcance de audiência maior para sustentar essas produções transmídia.

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Impacto nas vendas de hardware

Durante a entrevista, Layden rebateu a ideia de que lançar jogos no PC prejudicaria a venda de consoles PlayStation. O executivo defendeu que a janela de lançamento, geralmente ocorrendo 18 meses após a estreia original, protegia o valor do hardware. Ele argumentou que, se um jogador está disposto a esperar um ano e meio para experimentar um título em outra plataforma, ele provavelmente não teria interesse em adquirir o console de qualquer maneira.

“Se alguém está esperando 18 meses por algo no PC, não perdemos uma venda para essa pessoa. Eles não iriam comprar o hardware de qualquer forma”, afirmou Layden. Ele reforçou que a exclusividade continua sendo o pilar central para diferenciar plataformas como as da Nintendo e da própria Sony, mas que a disponibilidade posterior em outros sistemas serve para manter o interesse nas franquias em longo prazo.

Divergência com a gestão atual

As declarações de Layden surgem em um momento em que circulam relatos de que a Sony estaria reavaliando sua presença no PC para títulos single-player, possivelmente reduzindo a frequência de lançamentos ou aumentando os períodos de exclusividade. Layden expressou discordância com essa suposta mudança de rumo, afirmando que não vê lógica em um recuo estratégico agora.

Para o ex-presidente, limitar as histórias da PlayStation apenas à base instalada de seus consoles dificulta o salto para outras mídias. Ele ressaltou que o PC oferece uma vantagem adicional de longevidade, dada a compatibilidade persistente da plataforma, o que garante que os jogos continuem acessíveis e gerando valor de marca por décadas, independentemente de trocas de gerações de hardware.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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