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Order of the Sinking Star: criador de The Witness detalha novo projeto para PS5

Thekla revela sistema de múltiplos personagens e escala massiva com mais de mil desafios em sua nova aventura de exploração.

Leonardo Coimbra ·

Mecânicas de manipulação e exploração em Order of the Sinking Star

A Thekla confirmou que Order of the Sinking Star será lançado para PlayStation 5 ainda em 2026. O novo título do estúdio liderado por Jonathan Blow, conhecido por Braid e The Witness, mantém a estrutura de quebra-cabeças complexos, mas introduz uma narrativa mais direta através de múltiplos personagens controláveis. Após uma década em desenvolvimento por uma equipe de aproximadamente 20 pessoas, o jogo apresenta uma escala superior aos projetos anteriores da desenvolvedora, contando com mais de mil enigmas individuais.

Diferente de The Witness, onde a exploração era solitária, Order of the Sinking Star apresenta personagens com diálogos e motivações explícitas. A progressão ocorre em um mundo dividido em regiões temáticas, onde a solução de problemas ambientais depende das habilidades específicas de cada protagonista. O sistema básico de movimentação é estruturado em grelhas, exigindo precisão no posicionamento de objetos e personagens para liberar caminhos no mapa.

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Sistemas de personagens e habilidades específicas

O jogo introduz a Rainha como a primeira figura controlável em um palácio que serve como tutorial para as mecânicas fundamentais. Neste estágio inicial, o jogador aprende a empurrar blocos e a utilizar a ferramenta de retroceder, que permite desfazer movimentos errados sem a necessidade de reiniciar o desafio completamente. Após esta introdução, o mundo se expande em três direções principais, cada uma focada em mecânicas distintas.

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Na seção intitulada The Hearty Heroes of Hauling, o jogador controla o guerreiro Valens, a ladra Tif e o mago Isidore. Cada um possui uma interação única com os blocos e cristais do cenário: Valens consegue apenas empurrá-los, Tif é capaz somente de puxá-los e Isidore utiliza magia para trocar de posição com os objetos, desde que estejam em sua linha de visão. A progressão nesta área exige que o jogador coordene os três personagens para superar obstáculos que nenhum deles conseguiria resolver isoladamente.

Em The Promise, a jogabilidade foca em um explorador que utiliza gemas para emitir feixes de luz colorida, ativando mecanismos específicos em minas labirínticas. Já nas Mirror Isles, o controle passa para um mercador que utiliza espelhos para trocar de lugar com sua própria projeção refletida, permitindo a navegação por um arquipélago repleto de canais de água.

Interação com criaturas e evolução do mundo

Embora Order of the Sinking Star contenha monstros como goblins e feras que cospem fogo, o título não possui um sistema de combate tradicional. O confronto é tratado como um quebra-cabeça de posicionamento. Goblins eliminam o personagem se estiverem em quadrados adjacentes, enquanto outras criaturas atacam à distância. Para avançar, o jogador deve manipular o ambiente ou usar as habilidades dos personagens para fazer com que os inimigos se ataquem ou sejam neutralizados por portões.

Novos personagens são introduzidos para expandir estas possibilidades táticas. O bardo consegue encantar criaturas em uma área de efeito, enquanto a sacerdotisa é imune a ataques diretos, podendo servir de escudo para os outros membros do grupo. No estágio avançado do jogo, ocorre uma integração entre os diferentes mundos, onde personagens de regiões distintas precisam colaborar para resolver enigmas no mapa geral (overworld), fundindo mecânicas de luz, reflexão e manipulação física simultaneamente.

Escala e estrutura de conteúdo

De acordo com o relato oficial no Playstation Blog, o título oferece centenas de horas de conteúdo distribuídas em mais de 900 níveis. A estrutura não é linear, permitindo que jogadores que encontrem dificuldades em um determinado conjunto de desafios possam explorar outras áreas antes de retornar. Além das regiões iniciais, uma quarta área ao sul, denominada Skipping Stones to Lonely Homes, foca em uma marinheira capaz de redirecionar fluxos de rios e manipular pedras gigantes.

O jogo foi projetado para que a complexidade evolua através da sobreposição de regras simples. A Thekla implementou múltiplos finais que dependem das descobertas feitas pelo jogador ao longo da jornada. Order of the Sinking Star representa a conclusão de um ciclo de desenvolvimento iniciado há dez anos, consolidando a transição do estúdio para produções de maior escopo narrativo e técnico dentro do gênero de puzzles de aventura.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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