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DLSS 5 ganha data de lançamento com recurso polêmico da Nvidia

Nova tecnologia de renderização neural exige GPUs RTX 50 e promete realismo sem precedentes em NBA 2K27.

Bernardo Cortez ·

A Nvidia confirmou que o DLSS 5 será lançado oficialmente no dia 3 de setembro. A tecnologia de reconstrução de imagem fará sua estreia em conjunto com o simulador de basquete NBA 2K27, estando disponível para todas as placas de vídeo da série RTX 50, laptops equipados com a nova arquitetura e para o serviço de nuvem GeForce NOW.

A nova iteração da tecnologia é descrita pela empresa como Renderização Neural guiada por 3D. Diferente das versões anteriores, o DLSS 5 utiliza modelos de inteligência artificial treinados para inferir como elementos complexos, como pele, cabelo e iluminação ambiental, devem se comportar visualmente com base nos dados brutos do motor gráfico. Segundo a fabricante, a tecnologia permite que a luz atravesse tecidos e reaja de forma realista à pele dos atletas, preservando a geometria facial capturada de esportistas reais.

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O impacto de performance do DLSS 5

Embora prometa um salto em fidelidade visual, o DLSS 5 é exigente em termos de processamento. Testes internos compartilhados pela fabricante indicam que o uso da tecnologia pode causar quedas na taxa de quadros por segundo, o que justifica a exclusividade para o hardware mais recente. No momento, a Nvidia confirmou o suporte apenas para a arquitetura das GPUs RTX 50, deixando de fora proprietários de placas das gerações RTX 40 e RTX 30.

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Os primeiros benchmarks oficiais focam nos modelos de topo de linha, como a RTX 5090 e a RTX 5080, apresentando resultados em resolução 4K. A ausência de dados detalhados para placas de segmentos inferiores em resoluções altas sugere que o DLSS 5 pode apresentar resultados abaixo do esperado em hardware menos potente durante esta fase inicial de lançamento.

Inteligência artificial generativa e polêmicas

Jensen Huang, CEO da Nvidia, comparou o lançamento do DLSS 5 ao momento de ruptura do GPT para os gráficos de computador. A proposta de misturar a renderização tradicional com IA generativa gerou discussões na comunidade técnica desde o seu anúncio original em março. Críticos apontam que o modelo treinado para deduzir a aparência de objetos reais pode introduzir inconsistências visuais, apesar das garantias de que o processo é controlado pelos ativos originais do jogo.

A implementação técnica utiliza informações como o buffer de cores e os vetores de movimento para prever a iluminação e as texturas. Esse processo de inferência busca criar uma imagem final que combine o design artístico original com o comportamento físico da luz no mundo real. Embora vazamentos recentes de arquivos tenham permitido que usuários tentassem rodar o recurso em placas mais antigas, os resultados oficiais são restritos à nova geração.

A parceria com a Visual Concepts e a 2K Games para implementar o recurso em NBA 2K27 servirá como o primeiro teste prático da tecnologia para o grande público. A escolha do título indica um foco da Nvidia em demonstrar realismo anatômico e iluminação de materiais orgânicos em vez de apenas cenários estáticos.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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