Crise na produção de placas de circuito impresso atinge mercado de hardware
Os preços de placas de vídeo e placas-mãe devem enfrentar novas altas consecutivas com a extensão da escassez de placas de circuito impresso (PCBs) até 2030. De acordo com informações obtidas pela Nikkei Asia junto a executivos da indústria, a fundação de quase todos os componentes eletrônicos de um PC passa por um gargalo severo de suprimentos que dificulta o atendimento da demanda global.
A principal causa para a crise é o crescimento acelerado do setor de servidores voltados para inteligência artificial. Essas máquinas exigem PCBs complexas com múltiplas camadas, além de grandes volumes de cobre e fibra de vidro especializada. O impacto é tão profundo que fabricantes de hardware relatam que pedidos feitos atualmente podem levar até 30 meses para serem entregues, com previsões de cumprimento apenas para o final de 2028.
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O custo dos materiais básicos também disparou no último semestre. O laminado revestido de cobre, essencial na construção das placas, registrou um aumento de 12 vezes em seu preço desde julho de 2026. Mesmo com uma possível queda na remessa total de computadores pessoais no próximo ano, a capacidade de produção está totalmente voltada para atender empresas como a NVIDIA, que firmou parcerias diretas com fornecedores de substratos para garantir o funcionamento de seus chips de processamento de dados.
A combinação entre a alta demanda por infraestrutura de IA e o encarecimento de matérias-primas cria um cenário de pressão inflacionária em todo o ecossistema de PC. Fabricantes taiwanesas confirmam que o gerenciamento da cadeia de suprimentos se tornou o maior desafio logístico da década, forçando o repasse de custos para o consumidor final em componentes domésticos e profissionais.
