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Bethesda planeja protestos contra cortes massivos no Xbox; entenda

Sindicato OneBGS convoca manifestação Save Our Devs após demissão de centenas de funcionários na ZeniMax e id Software.

Bruno Degering ·

A Bethesda Game Studios enfrenta uma onda de mobilização interna após o sindicato OneBGS anunciar protestos oficiais contra a Microsoft em resposta às recentes demissões em massa na divisão Xbox. A manifestação, batizada de Save Our Devs, está agendada para a próxima quarta-feira, 15 de julho, e deve reunir trabalhadores em quatro grandes centros de desenvolvimento situados em Rockville, Austin, Dallas e Montreal.

Impacto das demissões na Bethesda e ZeniMax

De acordo com informações divulgadas pelo Kotaku, os protestos são uma reação direta ao anúncio de 3.200 cortes de postos de trabalho em toda a Microsoft Gaming. Dentro do ecossistema da ZeniMax e da Bethesda, cerca de 440 membros sindicalizados foram atingidos pelos desligamentos. A reestruturação afetou severamente a id Software, com 96 demissões, e a ZeniMax Online Studios, responsável por The Elder Scrolls Online, que perdeu 213 funcionários.

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O sindicato OneBGS, filiado ao Communication Workers of America (CWA), acusa a liderança do Xbox de tentar evitar obrigações legais de negociação. Segundo a organização, a Microsoft está classificando as demissões como uma transição estratégica de um modelo baseado em estúdios para um focado em franquias. Os trabalhadores rejeitam essa definição e exigem a abertura de uma mesa de barganha para discutir transferências preferenciais para cargos abertos, melhores pacotes de indenização e a extensão de planos de saúde para os afetados.

Contexto econômico e crise de hardware

A atual CEO do Xbox, Asha Sharma, justificou os cortes citando uma crise de hardware provocada pelo aumento global nos custos de componentes de consoles. O cenário resultou em uma meta de redução de gastos que impactou não apenas a Bethesda, mas também outros pilares como Activision Blizzard e Mojang. No total, a Microsoft planeja eliminar mais 1.600 cargos até o final do atual ano fiscal.

Os funcionários que permanecem nos estúdios manifestam preocupação com a viabilidade de projetos em andamento, como o suporte contínuo a Fallout 76 e o desenvolvimento de futuros títulos de The Elder Scrolls. A marcha marcada para a próxima semana visa pressionar a gerência a reconsiderar a política de desligamentos e garantir maior segurança profissional para os desenvolvedores que sustentam as principais marcas da empresa.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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