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Criador de Ori rebate rumores sobre novo jogo e cogita compra da franquia

Thomas Mahler, da Moon Studios, quebra o silêncio após boatos de que a Microsoft estaria produzindo Ori 3 com outro desenvolvedor.

Bruno Degering ·

O destino de Ori em meio a rumores e tensões industriais

O universo de Ori voltou aos holofotes nesta semana de forma inesperada. Após o insider NateTheHate sugerir que um novo título da franquia estaria em desenvolvimento avançado — e possivelmente com anúncio para a Gamescom 2026 —, a comunidade gamer entrou em polvorosa. No entanto, o balde de água fria (ou talvez um novo fôlego de esperança) veio diretamente de Thomas Mahler, CEO da Moon Studios e mente criativa por trás dos dois primeiros jogos.

Em uma resposta direta aos boatos de que a Microsoft estaria delegando o desenvolvimento de Ori 3 a um estúdio externo — rumores citam divisões da Saber Interactive ou a MercurySteam —, Mahler utilizou sua conta no X para expressar ceticismo. O diretor afirmou que seria extremamente difícil para uma equipe externa replicar o rigor técnico e a sensibilidade artística que definem a série. Mais do que isso, Mahler reacendeu uma chama antiga: o desejo de comprar a franquia de volta.

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A disputa pela propriedade intelectual

A relação entre a Moon Studios e a Microsoft tem sido marcada por altos e baixos públicos. Embora a gigante de Redmond detenha os direitos de propriedade intelectual (IP) de Ori and the Blind Forest e Ori and the Will of the Wisps, a Moon Studios optou pela independência total ao assinar com a Private Division para seu projeto mais recente, No Rest for the Wicked.

“Sempre quis que Ori fosse para o Xbox o que Mario é para a Nintendo ou Mickey Mouse para a Disney. Tentei convencer o Phil [Spencer] diversas vezes, mas o foco deles parecia estar sempre no passado, em Halo e Gears”, desabafou Mahler recentemente.

A possibilidade de a Moon Studios recomprar a IP não é apenas um desejo romântico. Com o sucesso comercial de No Rest for the Wicked, que atingiu marcos significativos de vendas em 2026, o estúdio possui, pela primeira vez, o capital necessário para entrar em uma mesa de negociações desse porte. Mahler sugeriu que, se a Microsoft não pretende tratar a franquia com o devido cuidado, ele estaria disposto a negociar a repatriação do pequeno espírito de luz.

Por enquanto, a Microsoft não se manifestou oficialmente sobre a existência de um novo jogo. Se o projeto estiver de fato nas mãos de outro estúdio, será o maior teste de fogo para a marca: provar que Ori pode sobreviver sem o DNA obsessivo e perfeccionista da Moon Studios. Caso contrário, o caminho pode estar livre para que Mahler e sua equipe finalmente tragam o herói para casa e desenvolvam a sequência que sempre planejaram sob seus próprios termos.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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