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Nvidia DLSS 5 recebe críticas duras de desenvolvedores de emulador

Equipe do RPCS3 rejeita nova tecnologia de IA e afirma que indústria usa recursos para esconder falta de otimização

Bernardo Cortez ·

Os desenvolvedores do RPCS3, emulador de código aberto para PlayStation 3, criticaram publicamente a tecnologia DLSS 5 da Nvidia. Em publicações recentes, a equipe classificou o novo recurso de renderização neural como um gerador de conteúdo artificial de baixa qualidade. O posicionamento surgiu após modificadores realizarem testes com arquivos vazados da tecnologia no renderizador do emulador, antes mesmo do lançamento oficial por parte da fabricante de hardware.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, a indústria de jogos tem priorizado o uso de upscalers e geração de quadros para mascarar a falta de otimização nativa nos títulos modernos. Os desenvolvedores afirmaram que não pretendem implementar o recurso no software, alegando que essas tecnologias criam alucinações visuais para compensar o desempenho insuficiente de títulos que não foram devidamente polidos. A crítica gerou debates na comunidade, com usuários argumentando que ferramentas como o DLSS e o FSR podem ser complementares ao trabalho de otimização dos motores gráficos, enquanto a tecnologia Reflex ajudaria a mitigar a latência.

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Desafios técnicos na arquitetura do PlayStation 3

A implementação de upscalers temporais modernos no DLSS 5 apresenta barreiras técnicas significativas devido à arquitetura original do console da Sony. Jogos da era do PlayStation 3 não fornecem dados de vetores de movimento, que são elementos essenciais para o funcionamento correto de tecnologias de inteligência artificial de última geração. A emulação de baixo nível da unidade RSX torna a reconstrução desses dados pouco prática para a equipe de desenvolvimento do RPCS3.

Atualmente, o emulador utiliza métodos de upscaling espacial, como o FSR 1, escalonamento bilinear e vizinho mais próximo. Essas soluções não dependem de dados temporais complexos, mantendo a fidelidade da emulação sem introduzir os artefatos visuais que a equipe deseja evitar. A equipe reforçou que o desenvolvimento de emuladores possui objetivos de longo prazo que priorizam a eficiência do código em diversos tipos de hardware, sem depender de soluções que consideram artificiais.

Lançamento oficial e requisitos para placas RTX 50

O DLSS 5 chega oficialmente ao mercado nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, tendo o jogo NBA 2K27 como o primeiro título a suportar a tecnologia. O foco da Nvidia com esta versão é a renderização neural guiada em 3D, prometendo realismo visual próximo ao cinema e iluminação fotorealista. O modelo de inteligência artificial é treinado para deduzir como elementos complexos, incluindo pele, cabelo e iluminação ambiental, devem ser exibidos com base em buffers de cor e vetores de movimento fornecidos pelo motor do jogo.

A Nvidia confirmou que o DLSS 5 é compatível exclusivamente com as placas de vídeo das séries RTX 50, tanto em desktops quanto em dispositivos móveis, além de estar disponível via GeForce Now. Apesar da exclusividade oficial, modificadores conseguiram portar a tecnologia para placas da série RTX 40 utilizando bibliotecas vazadas nos últimos dias. É importante notar que o recurso exige alto consumo de recursos de hardware, o que pode resultar em quedas na taxa de quadros bruta em sua versão inicial de lançamento.

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Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.

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